<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199</id><updated>2011-11-25T10:06:51.811-02:00</updated><category term='feminismo'/><category term='infância'/><category term='comemorativo'/><category term='ônibus'/><category term='reflexões'/><category term='música'/><category term='bizarro'/><category term='desabafo-crônico'/><category term='linguística'/><category term='null'/><title type='text'>Dia-crônica</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>40</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-1073838362395279088</id><published>2011-11-24T22:19:00.002-02:00</published><updated>2011-11-25T09:18:36.879-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bizarro'/><title type='text'>A de São Paulo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_5eFdHpYgTMk/S2wQJQdOYQI/AAAAAAAABTY/ramONFe0Zv4/s400/metrosp_lotado.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="181" src="http://2.bp.blogspot.com/_5eFdHpYgTMk/S2wQJQdOYQI/AAAAAAAABTY/ramONFe0Zv4/s200/metrosp_lotado.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Toda a rapidez e dinamicidade de São Paulo fica ainda mais evidente em situações adversas. O caos tem hora e som para começar: uma campainha, seguida de um anúncio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Atenção senhores usuários: devido a uma falha técnica, os trens estão circulando com velocidade reduzida e com maior tempo de parada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito antes do anúncio, a lotação do lugar já evidenciava o problema. A estação República da Linha Amarela, normalmente tranquila mesmo no horário de pico, estava abarrotada de gente. Alguns, já cansados de esperar, estavam sentados nos bancos perto da parede. Muitos, no entanto, ainda tentavam entender o que estava acontecendo quando o anúncio foi repetido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Atenção senhores usuários: devido a uma falha técnica, os trens estão circulando... [voz ficou muito baixa]&lt;br /&gt;- Os trens o quê? - alguém gritou.&lt;br /&gt;- Só ouvi até "os trens estão circulando" - alguém respondeu. Porque nessas horas de desespero todo mundo se une.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como! Por volta de 10 minutos depois, chegou o trem. Todo mundo unido lá dentro. E todo mundo tinha vindo de uma só estação, a Luz. Aí, todo mundo resolveu se unir pra tentar entrar no trem. Teve até quem entrasse de costas, apoiando-se às barras de ferro pra empurrar toda aquela união com mais força. Eu não consegui entrar, é claro. Então fiquei ali, olhando a multidão em volta. Muita gente tirando foto, muita gente com pressa, cansada... E o pior é que, se em situações normais as pessoas já estão com pressa, em situações de "falha técnica" elas ficam em pânico absoluto. E isso as faz agir de modo muito, muito estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo de espera depois, passou outro trem, igualmente lotado. Eu já tinha desistido de entrar nesse também quando três mulheres resolveram sair - não tava fácil ficar naquele aperto com o trem parado há um tempão. Então, como num piscar de olhos, entrei. Alguém resmungou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aí ó, saíram três e entraram dez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paciência. Todo mundo queria chegar em casa. O trem fechou. Um tempinho além do normal passou com as portas fechadas e o trem parado. Silêncio. Até que ele andou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- AEEEEEEEEE!! - gritou um grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como a alegria dos menos favorecidos dura extremamente pouco, chegou a estação Paulista. Parecia dia de final de Copa do Mundo, em uma sexta-feira à noite, com distribuição gratuita de Itaipava pra quem chegasse primeiro - só que isso valia tanto pra quem queria entrar quanto pra quem queria sair do trem, então imagine o choque de interesses em tão pequeno espaço. E eu ali no meio, tentando não ser arrastada pra fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo em que tudo isso acontecia extremamente rápido, o mesmo grupo do "aeee" gritava "Olha o rapa, olha o rapa, olha o rapa!!!", o que contribuía para que a cena tivesse um quê de cômica - embora, naquele momento, eu não estivesse vendo nada de engraçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em menos de cinco segundos, quem precisava sair, saiu, e quem precisava entrar, entrou. Quer dizer, quem conseguiu entrar. As portas se fecharam e em pouco estávamos em uma nova estação: Faria Lima. Caos reinando novamente com o mesmo conflito de interesses: sai que eu quero sair, dá licença que eu quero entrar. Os funcionários da Via Quatro começaram a anunciar, repetidamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhores usuários, favor não segurar as portas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ninguém ouvia. Dá licença que eu quero entrar. Anunciaram mais uma vez:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Atenção senhores usuários, a situação está sendo normalizada aos poucos, mas pedimos por gentileza que não segurem as portas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lalaalala, dá licença que eu quero entrar, até que ouviu-se uma voz desesperada no anúncio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Senhores usuários, favor NÃO SEGURAR AS PORTAS!!!&lt;br /&gt;- Ihhh, ficou nervosinha... - respondeu um membro do grupo do "aeee".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio. As portas se fecharam. O caos estava finalmente controlado. Pouco depois, chegávamos à estação de interesse de 99% da multidão que se aglomerava aos pisões e empurrões naquele trem que, glória a Deus, tinha ar condicionado: Pinheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E agora, como faz pra descer?? - desesperava-se uma senhora ao meu lado. A essa a altura eu já estava do outro lado do trem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eles saíram. Foi assustador. Lembrei daquele programa do Sérgio Malandro, "A Porta dos Desesperados". Só que ao invés de um monstro correndo atrás da criancinha, não tinha nada; era só a porta se abrindo. A liberdade. O ar. A paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas moças entraram assustadas, como se não soubessem o que se passava, segurando afoitamente suas mochilas. Consegui sentar. Tinha só mais uma estação pela frente, mas pouco importava. O cansaço daquela meia hora de stress foi maior do que o do dia todo. Que situação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à conclusão de que São Paulo me assusta demais. As pessoas ficam em pânico com uma velocidade diretamente proporcional à velocidade da própria cidade, e o pânico só vai aumentando conforme elas ficam sem informações, sem comida, água, lugar para sentar, ar. Por fim, elas são libertadas daquele sufoco como uma manada de elefantes que escapou de virar almoço de leões. E fica a sensação de que a qualquer momento, quando menos se esperar, a campainha vai soar novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-1073838362395279088?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/1073838362395279088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=1073838362395279088&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/1073838362395279088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/1073838362395279088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2011/11/de-sao-paulo.html' title='A de São Paulo'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5eFdHpYgTMk/S2wQJQdOYQI/AAAAAAAABTY/ramONFe0Zv4/s72-c/metrosp_lotado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-4779340156903096480</id><published>2011-08-07T22:18:00.005-03:00</published><updated>2011-08-07T22:33:21.546-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comemorativo'/><title type='text'>A da formatura</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Chegando ao fim de um curso que eu resisti em fazer por algum tempo, me lembrei de um professor que tive. Em 2005, ainda no colégio, eu faltei algumas sextas-feiras para assistir com meu namorado às aulas de Literatura do famoso FT,&lt;b&gt; Fernando Teixeira&lt;/b&gt;, no Curso Objetivo da Av. Paulista. Eu queria ter o gostinho de ter aula com aquele fenômeno porque estava convencida de que, naquele ano, eu iria entrar em &lt;b&gt;Jornalismo &lt;/b&gt;e não precisaria fazer cursinho, então tinha que aproveitar para ter uma boa aula de literatura algum dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ug8oY3iVkNs/Tj85C7ngxlI/AAAAAAAAASE/kYOQXCCVaCw/s1600/ft.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-ug8oY3iVkNs/Tj85C7ngxlI/AAAAAAAAASE/kYOQXCCVaCw/s200/ft.jpg" width="155" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;"Bom dia, seus mal educados!"&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O saudoso FT, no entanto, acabou sendo meu professor em 2006, porque, apesar da enorme força de vontade, não passei no vestibular. Junto com o trauma de não entrar em um curso concorrido e de poucas vagas, veio a explosão: &lt;i&gt;“Antes tivesse prestado Letras!!”&lt;/i&gt;  Era só da boca pra fora, é claro. O que é que alguém faz com um diploma de Letras? Dá aula?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Depois de algumas aulas com o FT, acabei me convencendo que não era assim tão má ideia prestar Letras, pelo menos na Fuvest. Nas outras faculdades, eu ainda iria prestar Jornalismo. E então, os meses foram passando, a paixão pela literatura foi crescendo... até que me encontrei nas aulas sobre Machado de Assis – ainda, porém, sem querer admitir que minha futura profissão seria &lt;b&gt;professora &lt;/b&gt;- que destino assustador! E se eu fizer Letras primeiro e &lt;i&gt;depois &lt;/i&gt;fizer Jornalismo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quando subi as escadas da Faculdade de Filosofia, &lt;b&gt;Letras &lt;/b&gt;e Ciências Humanas da USP (FFLCH) pela primeira vez, em 2007, o FT me veio à cabeça:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;“Seu pai te promete um carro se você passar na USP. Você, todo orgulhoso chega para ele: ‘Pai, passei, me dá um carro?’ Seu pai responde: ‘Mas... Letras??? ’”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eu não sabia bem o que estava fazendo ali. E nunca soube. Meu curso tem uma nota de corte baixa, recebe 850 novos alunos todo ano, o prédio é um dos mais decrépitos da USP, enfrentei umas 3 greves nos últimos 4 anos –  incluindo a famigerada invasão à reitoria e a terrível visita da PM ao campus –  e muitas, muitas aulas interrompidas para “um recado” do pessoal filiado ao PSTU, ao PCO, a não sei que grupo. Não há grandes motivos para orgulho a não ser o fato de que, apesar de tudo, é USP. Mas parece que eu não era mesmo a pessoa certa para fazer Jornalismo. As línguas e literaturas fazem parte de mim, sempre fizeram.  Talvez um outro curso, uma carreira diferente, me faria bastante infeliz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Tive muitos professores de literatura na FFLCH. Alguns picaretas, alguns meia-boca, outros que eram verdadeiras atrações que lotavam as maiores salas de aula da faculdade, como acontecia com o FT no Objetivo. Mas nem o melhor professor da FFLCH dá aula com tanta vontade quanto o professor Fernando Teixeira deu. Ele que, com câncer em estágio avançado e fortes dores, morreu no dia seguinte àquele em que deu 18 horas de aula sem parar – porque queria, não porque precisava. Ele, que não aceitava uma licença médica para se tratar. Ele que, formado em Direito, sabia versos e mais versos dos Lusíadas, passagens e mais passagens de Brás Cubas de cor mesmo sendo totalmente autodidata em literatura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Hoje tenho um bom emprego, em uma boa empresa. Trabalho com Educação, mas não sou professora, ao contrário do que o senso comum diz sobre quem faz Letras. Não tenho o mesmo salário nem o mesmo prestígio de quem fez Medicina, Direito ou Engenharia, mas estou feliz com o rumo que minha vida tomou. E agradeço ao FT por ter me mostrado esse caminho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Digo com o orgulho de quem esperou por isso a vida inteira: &lt;b&gt;me formei na USP.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-4779340156903096480?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/4779340156903096480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=4779340156903096480&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/4779340156903096480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/4779340156903096480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2011/08/da-formatura.html' title='A da formatura'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ug8oY3iVkNs/Tj85C7ngxlI/AAAAAAAAASE/kYOQXCCVaCw/s72-c/ft.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-808905079132562477</id><published>2011-01-23T23:39:00.001-02:00</published><updated>2011-01-23T23:46:03.510-02:00</updated><title type='text'>Um ano</title><content type='html'>E nem tive tempo de dizer tchau. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vasculho os álbuns atrás de fotografias. Onde estão as fotos? Não as tenho. Só as velhas imagens de uma infância tão vibrante, e em muito graças a ele. Fotos recentes não há porque há tempos ele andava triste, cabisbaixo... me perguntava se ele não gostava mais de mim. Talvez porque eu cresci, não sei. Ele tinha passado por muita coisa, tinha direito de estar infeliz e querer ir embora. Mas queria ao menos ter tido um pouco mais de tempo, queria que ele estivesse presente em minhas conquistas. Seria querer demais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pode não ter sido o pai ou o marido mais perfeito do mundo (é bom sermos justos). Mamãe se queixava de sua severidade, vovó brigava o tempo todo. Mas como avô, ah... do que reclamar? Quando criança, minhas amigas gostavam mais dele do que de seus próprios avós. Também, pudera: que avô traria tantos doces, faria tantas brincadeiras, divertiria tanto? Eu morria de ciúmes... Tive tanta sorte! Mas queria ter tido só um pouco mais. Seria muito pedir só mais alguns anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano. Passou depressa. Ficou o arrependimento de ter dito pouco. De não dizer o quão importante ele era, o quanto o amava, o quão feliz fui e o quão grata sou por tudo o que ele fez. Ele sabia? Espero que sim. É que sempre foi muito mais fácil escrever do que falar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso deixo registrado: tenho saudade, vôzinho. Não precisava ter sido assim. Mas agradeço por tudo e tento me conformar pensando que foi melhor. E a cada novidade, penso: ele estaria feliz por mim. E é assim que espero que ele esteja: feliz, tranquilo... respirando o ar do campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/cDksmHtklqY" frameborder="0" allowFullScreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-808905079132562477?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/808905079132562477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=808905079132562477&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/808905079132562477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/808905079132562477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2011/01/um-ano.html' title='Um ano'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/cDksmHtklqY/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-8355930787827179678</id><published>2011-01-20T10:05:00.004-02:00</published><updated>2011-01-20T10:21:44.706-02:00</updated><title type='text'>Por que eu odeio brasileiros</title><content type='html'>&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5Cudomefe%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5Cudomefe%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx" rel="themeData"&gt;&lt;/link&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5Cudomefe%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml" rel="colorSchemeMapping"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */ @font-face	{font-family:"Cambria Math";	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:1;	mso-generic-font-family:roman;	mso-font-format:other;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}@font-face	{font-family:Calibri;	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:swiss;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	line-height:115%;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}p.MsoNoSpacing, li.MsoNoSpacing, div.MsoNoSpacing	{mso-style-priority:1;	mso-style-unhide:no;	mso-style-qformat:yes;	mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:11.0pt;	font-family:"Calibri","sans-serif";	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoChpDefault	{mso-style-type:export-only;	mso-default-props:yes;	mso-ascii-font-family:Calibri;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Calibri;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Calibri;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;	mso-fareast-language:EN-US;}.MsoPapDefault	{mso-style-type:export-only;	margin-bottom:10.0pt;	line-height:115%;}@page WordSection1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.WordSection1	{page:WordSection1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;A retomada deste blog.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não digam que não sou patriota, que não gosto do meu país, do meu povo. Isso não tem nada a ver com patriotismo, mas com bom-senso. Admitam: em geral, brasileiros são chatos. E você percebe isso quando se distancia da grande massa de brasileiros que vê todos os dias e se aproxima de uma minoria um pouco mais abastada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça uma viagem internacional pra comprovar. Pode ser pela CVC, Estela Barros, sei lá. Vá pra Miami, escala de todo mundo que vai “pra Disney”. Famílias inteiras: crianças, bebês, avós... Fique no aeroporto observando os brasileiros.&amp;nbsp; Todo mundo com a sacola Victoria’s Secret&amp;nbsp; Semi Anual Sale e Disney Store, com cobertorzinho do Mickey dentro, pra não passar frio durante o voo. Fique lá, sentadinho, esperando seu voo por algumas horas e observe como os brasileiros, que vão chegando ao gate para voltar para São Paulo (porque o Brasil todo tem que passar por São Paulo nessas horas, mesmo), se comportam de maneira chata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Tem o brasileiro Novo Rico:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, pai, é o Paulo. É, eu to aqui EM MIAMI &lt;i&gt;[gritando]&lt;/i&gt;. Vim com o PASSAPORTE VERMELHO, ITALIANO. A Luísa ficou lá em São Paulo, a Gabi não tá muito bem. Ela vai levar ela no ALBERT EINSTEIN &lt;i&gt;[curioso é que o cara grita, mas nenhum americano sabe que o Einstein é hospital de gente rica, logo, pra quê???]&lt;/i&gt;. Uhum. Tá, eu ligo quando chegar, to com meu IPHONE. Uhum. Tá, tchau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="color: purple;"&gt;Tem o brasileiro adepto ao golpe do Green Card:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oooooi, Diiii!! Tô em Los Angeles ainda! Menina, você não sabeeee! Eu tava em Las Vegas com o Braaaandon, sabe? O Braaandonnn! Meu namorado! Então, a gente tava lá porque ele foi fazer uns trabalhos, sei lá direito o que ele ia fazer, aí eu fui junto! E a mãe do Braaaaandonnn me deu 100 dólares pra gastar no cassino. 100 dólares!! Aí eu fui lá jogar, né? Ganhei 900 dólares, menina!!! Dei um pouco pra mãe do Braaaandon, né, afinal se ela não me desse os 100 dólares eu não teria jogado. E menina, eu comprei um iPad! Comprei não, né, o Braaaaandon me deu. O iPad faz tudo, menina, você precisa ver. Faz tudo! Ai, o Braaandon tá sendo tão bom pra mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="color: purple;"&gt;Tem o brasileiro que adooooora formar fila (todos):&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai, Juliana, vai lá pra fila que já vão começar a chamar.&lt;br /&gt;- Mas que fila, pai?&lt;br /&gt;- Ué, fica lá na frente, pra ser a primeira!&lt;br /&gt;- Mas chamam por grupo, pai! Que grupo a gente é?&lt;br /&gt;- 15. Mas tudo bem, fica lá que daqui a pouco a fila começa e se a gente não tiver lá a gente não consegue embarcar, vai, vai lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="color: purple;"&gt;Tem os brasileiros teimosos:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Ladies and gentlemen, there are still some people standing in the aisles, so we’re waiting for you to seat down and close the baggage compartments so we can leave the gate.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Senhores paxageiros, ainda há pessoas em pé no... corredor, estamos a esperar vocês se sentarem –se então a gentche poderá partir do portão.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mano, será que não cabe essa mala aqui? &lt;i&gt;[Tentando enfiar uma mala enorme no compartimento do avião]&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;- Ah, vai ter que caber, né!&lt;br /&gt;- Sir, may I help you?&lt;br /&gt;- Ãhn?&lt;br /&gt;- English?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Português? OK. O senhor precisa despachar essa mala.&lt;br /&gt;- Por que?&lt;br /&gt;- Porque ela não se encaixa no tamanho estabelecido, senhor. Vamos, eu ajudo.&lt;br /&gt;- Mas eu queria viajar com ela, porque tem coisas que eu posso precisar aqui.&lt;br /&gt;- Nós avisamos antes do embarque: o senhor só pode levar na cabine as malas que cabem no compartimento ou embaixo do banco.&lt;br /&gt;- Embaixo do banco? Mas num cabe!&lt;br /&gt;- Então vamos ter que despachar.&lt;br /&gt;- Não, não, peraí, vai caber! &lt;i&gt;[Espreme todas as malas do compartimento e empurra a mala enquanto fecha a “portinha”] &lt;/i&gt;Viu? Falei que ia caber!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="color: purple;"&gt;E tem as crianças brasileiras, durante o voo:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô MÃÃÃÃÃÃÃÃÃE! Olha, peguei água!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô MÃÃÃÃÃÃÃÃÃE! Olha, peguei pão!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô MÃÃÃÃÃÃÃÃÃE! A gente tá chegando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô MÃÃÃÃÃÃÃÃÃE! Já ligou pro papai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô MÃÃÃÃÃÃÃÃÃE! Tô ligando, tá? PAAAI! OOOOI! A GENTE ACABOU DE POUSAR, TÁ? É, A GENTE VAI PEGAR O AVIÃO PRA IR PRA BRASÍLIA DAQUI A POUCO. SIM, VI O PLUTO, O PATETA E A MINEI (sic). UHUM. É, TÁ BOM. BEIJO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando a São Paulo, eles seguem por suas filas, ocupam toda a esteira com carrinhos que impedem a passagem de qualquer ser humano que queira achar suas malas, param no “free shop”, pegam mais filas para pagar, compram mais Victoria’s Secret e saem pelo desembarque pulando de alegria: “Eeee, chegamos na nossa terraaa!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande coisa.&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-8355930787827179678?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/8355930787827179678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=8355930787827179678&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/8355930787827179678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/8355930787827179678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2011/01/por-que-odeio-brasileiros.html' title='Por que eu odeio brasileiros'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-500726708082536894</id><published>2010-07-05T10:35:00.005-03:00</published><updated>2010-07-05T15:00:44.029-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ônibus'/><title type='text'>A do sorriso multiuso</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Outro dia estava comentando com alguns amigos sobre as utilidades do sorriso multiuso. Todo mundo sabe qual é – aquela leve curvadinha de boca no melhor estilo Bill Murray, que você pode usar nas mais diversas situações:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A: Desculpe, mas infelizmente você não tem o perfil que estamos procurando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;B: &lt;i&gt;[Responde com o sorriso multiuso querendo dizer “Não faz mal, nem queria trabalhar nessa espelunca mesmo...”]&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A: Feliz aniversário! Tá aqui seu presente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;B:&lt;i&gt; [Abre o pacote]&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A: Gostou? Achei a sua cara!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;B: &lt;i&gt;[Faz o sorriso multiuso que, nesse caso, quer dizer “Você acha que tenho cara de merda?”]&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;No mesmo dia, pude provar minha teoria sobre as multiutilizações do sorriso em uma nova ocasião: conversinhas de ônibus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: inherit;"&gt;Situação: &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;B decidiu não ligar seu mp3 player porque já ia descer do ônibus, mas sentou na janela para ficar apreciando a bela vista do Bairro do Limão. Eis que se senta ao seu lado um certo moço A, com sobrancelhas de taturana e camiseta do Palmeiras. É importante notar que B estava usando vestido preto, cinto vermelho e meia-calça de bolinhas, porque B tem muito bom gosto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A: Desculpa perguntar, mas, qual é o seu estilo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;B: Ãhn?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A: Qual é o seu estilo? Que música você curte?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;B: É... &lt;i&gt;[tentando pensar em que resposta dar para terminar aquela conversa]&lt;/i&gt; Rock.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A: Você é emo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;B: Não!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A: Mas que tipo de rock você curte? Pesado ou romântico?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;B: &lt;i&gt;[Como explicar???]&lt;/i&gt; Pesado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A: Ah, da hora. Tem&amp;nbsp; uns que não dá nem pra entender né? Mas, tipo, Metallica é mó da hora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;B: &lt;i&gt;[Continua olhando pela janela]&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A: Você não curte?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;B: Não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A: Então você curte o que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;B: &lt;i&gt;[Eu devia dizer que curto a banda do meu namorado campeão de luta livre]&lt;/i&gt; Ramones.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A: Ramones? Da hora. Red Hot Chilli Peppers que é da hora também. Meu pai que gostava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;B: &lt;i&gt;[Olha para as unhas]&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A: Menina com esse seu estilo fica mó linda. Pena que a maioria é metida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: inherit;"&gt;B: [Faz o sorriso multiuso]&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A: Você não gosta muito de conversar com estranhos, né?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;B: Não muito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A: Percebi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;E fim da conversa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Vejam como o sorriso multiuso opera milagres. Quando parecia não haver mais saída, você vira pro sujeito, mantém sua boca fechada e levemente curvada, mentaliza o que quer dizer e POFT, o sujeito entende a mensagem: “&lt;i&gt;Não quero conversar com você, me deixe em paz&lt;/i&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Desde então decidi adotar o sorriso multiuso de vez. Já é quase uma filosofia de vida, e ele está praticamente me transformando em uma mestra zen: não me estresso, não preciso me preocupar com palavras gentis para dizer o que penso sem magoar os outros. O sorriso multiuso simplesmente faz todo o trabalho por mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Tava pensando até em montar a Congregação dos Sorrinistas, mas é melhor manter o segredo do sorriso multiuso bem guardado. O mundo já é cheio de pilantras, imagine se esse segredo cai em mãos maldosas. Não, vamos esquecer esse sorriso e buscar outra saída para situações embaraçosas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;"Ah, peraí, meu celular tá tocando. Alô?" &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-500726708082536894?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/500726708082536894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=500726708082536894&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/500726708082536894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/500726708082536894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2010/07/do-sorriso-multiuso.html' title='A do sorriso multiuso'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-8252647071835414181</id><published>2010-04-25T23:54:00.000-03:00</published><updated>2010-04-25T23:54:03.559-03:00</updated><title type='text'>A do Alice</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.acritica.net/blog/wp-content/uploads/2009/12/tim-burton-alice-in-wonderland-movie-photos-7.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://www.acritica.net/blog/wp-content/uploads/2009/12/tim-burton-alice-in-wonderland-movie-photos-7.jpg" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Uma das coisas que mais gosto no Tim Burton, diretor dos memoráveis &lt;i&gt;Peixe Grande&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Beetlejuice&lt;/i&gt;, é a capacidade de criar filmes fantásticos para adultos. É fácil fazer filmes fantásticos para crianças - afinal, as animações estão aí para isso. Mas a perspicácia de Burton sempre foi o sombrio cômico, que diverte e encanta como qualquer criança fica encantada com um conto de fadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com &lt;i&gt;Alice no País das Maravilhas&lt;/i&gt;, para a minha surpresa, não foi diferente. Esperei bastante tempo pelo filme. E, do anúncio de uma provável produção em parceria com a Disney até as datas de estreia, fiquei apreensiva, pensando se esse não seria mais um filme com potencial totalmente estragado pelo excesso de efeitos especiais, como aconteceu com &lt;i&gt;Sweeney Todd&lt;/i&gt;. Mas o filme me supreendeu de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaco a atuação de Johnny Depp, que, apesar de lembrar muito o Willy Wonka também dirigido por Burton anteriormente, deu alma a um Chapeleiro Maluco que eu sempre achei bem sem-graça no desenho da Disney. Helena Bonham Carter também foi fantástica, mas o grande campeão só pode ser o meu querido George McFly, Crispin Glover. Os três são mesmo os atores perfeitos para o estilo de Burton, e acho até que o Glover demorou demais para aparecer em um filme dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte chata do filme fica por conta da Rainha Branca, Anne Hathaway. Mas, sei que isso é culpa de Lewis Carroll, não de Burton. Como sempre acontece nas histórias infantis, as vilãs são sempre muito mais interessantes que as mocinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas talvez&amp;nbsp; o maior mérito de Burton foi ter feito, mais uma vez, uma adaptação não-fiel ao livro - aliás, uma mistura de dois livros - tão bem feita. A história não se perde no meio do caminho, fluiu muito bem do começo ao fim, e mostrou uma Alice cheia de espírito e vontades próprias que jamais veríamos no desenho da Disney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a trilha sonora, como não podia deixar de ser estando a cargo de Danny Elfman, foi ótima. Não temos nem como questionar suas ótimas composições, mas acredito que de tanto fazer as trilhas para filmes do Burton fica fácil reconhecer nelas um pouco de cada filme que ele já fez. &lt;i&gt;Alice&lt;/i&gt;, ao meu ver, foi uma mistura de &lt;i&gt;Edward Mãos de Tesoura&lt;/i&gt;, principalmente nas partes com coro, com &lt;i&gt;Batman&lt;/i&gt;, nas partes mais tensas, de ação. Ponto para ele, porque as duas trilhas são ótimas mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto baixo, devo dizer, são os créditos: o temido momento em que a música-tema, de Avril Lavigne, surge em nossos ouvidos. Tratei logo de sair correndo do cinema, como boa brasileira, mas tive que esperar meu namorado cinéfilo terminar de ler os créditos, o que resultou em uma tremenda dor de cabeça por escutar aquela menina berrando por mais de 2 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é só um detalhe perto de tudo o que o filme foi. A parceria com a Disney tem suas desvantagens, é verdade, pois os cinemas estão super lotados à noite pelo fato de as seções do dia serem todas dubladas. Entretanto, acho que a divulgação do filme é justa para Burton, um diretor sempre tão renegado de fama e verbas para grandes produções. Ele merece destaque, e vê-lo com Alice, agora, me proporcionou um alívio tremendo depois do fracassado&lt;i&gt; Sweeney Todd&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Alice &lt;/i&gt;é, afinal, um filme que nenhum fã de Burton e nenhum fã de Carroll pode perder.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-8252647071835414181?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/8252647071835414181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=8252647071835414181&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/8252647071835414181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/8252647071835414181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2010/04/do-alice.html' title='A do Alice'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-5411721671159019902</id><published>2010-04-04T18:59:00.000-03:00</published><updated>2010-04-04T18:59:49.925-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bizarro'/><title type='text'>A dos bêbados</title><content type='html'>Não fosse pelo fracasso da humanidade em permitir o uso de substâncias tóxicas, os bêbados poderiam ser extintos da face da terra. Como os dinossauros. Só que os bêbados são pessoas alegres e amorosas, e os dinossauros eram grandes e espaçosos, ninguém gostava deles. Bêbados sempre fazem a felicidade da festa. Como palhacinhos amestrados,&amp;nbsp; que dançam e pulam para a diversão daqueles que ainda não estão bêbados. Até que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Nossa, tô bêbada pra &amp;amp;%$*!! Mas eu acho que Hitler fez um traba...trabalho mal feito. Ele não exter...terminou as coisas direito. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque os bêbados sempre se sentem no direito de dizer e fazer o que bem querem. Ainda mais se o bêbado em questão tiver razões psicológicas para se embebedar. E quando digo razões psicológicas, quero dizer razões amorosas, ou simplesmente amorososo-cornísticas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Bebo MEEEESSSSMO, sabe por quê? Porque sou COOOORRRR-NA, ninguém me QUEEEER!!! Se eu beber pelo menos fico mais bonita.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não, não podemos reclamar. Nossa sociedade, mesmo com toda a sua superioridade perante às demais, permitiu que substâncias como o álcool, só para começar com as lícitas, fossem utilizadas. O que iremos argumentar, então? Vamos dizer que o álcool só pode ser ingerido por pessoas responsáveis, cujo poder intelectual seja superior à vontade de passar para situações ridículas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;- Ô DOMENIIIIICHE! DOMENIIIICHE!! Eu sei o que você fez na Páscoa passada, DOMENIIIICHE! Vou contar tudo pro seu namorado, DOMENIIIICHE!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que mesmo que você seja uma pessoa responsável e com poder intelectual superior à sua vontade de passar por situações ridículas, vem um bêbado e faz você passar pelo ridículo de qualquer forma. Aliás, quanto mais discreto voce quiser ser do lado de um bêbado, mais ele irá te perturbar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer o que, então? Mandamos prender? Mas eles não estão cometendo nenhum crime. Bebem o que está sendo vendido aí, livremente. E você pode querer usar as mesmas substâncias que o bêbado, com mais responsalidade, sem ser necessariamente um mal à sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocar o bêbado em extinção? Mas eles se multiplicam a cada bebedeira! Reproduzem-se com fertilidade sempre colocando a própria bebida como desculpa para seus atos, adúlteros ou não. Além do mais, uma caça aos bêbados hoje poderia gerar uma comemoração tão grande amanhã que seria necessário repetir a caçada várias e várias vezes, até que o completo extermínio da raça humana fosse atingido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então não nos resta outra alternativa: fujamos da festa e deixemos os bêbados para trás enquanto há tempo. Inconvenientes como gritos de fúria podem acontecer, mas é para o bem de todos. No final, o que importa é que eles sumam de nossas vistas, com seus hálitos desagradáveis e vozes esganiçadas. Vamos deixá-los soltos, mas sozinhos, condenados à prisão perpétua de sua solidão. Um brinde aos bêbados incovenientes que descansam em paz, longe de nós - saúde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-5411721671159019902?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/5411721671159019902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=5411721671159019902&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/5411721671159019902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/5411721671159019902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2010/04/dos-bebados.html' title='A dos bêbados'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-395257256445678866</id><published>2010-03-28T23:09:00.007-03:00</published><updated>2010-03-29T00:15:51.289-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feminismo'/><title type='text'>A da igualdade, queima de sutiãs e outras anedotas</title><content type='html'>Estava lendo um &lt;a href="http://www.newsweek.com/id/235300"&gt;artigo da&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Newsweek&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; sobre uma garota chamada &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jesse&lt;/span&gt;. Seu nome em si já foi uma tentativa de seus pais de fazê-la pertencer a um gênero "neutro". "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não tinha Barbies, tinha blocos de madeira&lt;/span&gt;", descreve ela. E conta como foi sua infância com um cabelo tigelinha e roupas nada femininas - até ela começar a falar e exigir um vestidinho rosa com um grande laço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre um assunto parecido fala o &lt;a href="http://www.wnyc.org/shows/bl/episodes/2010/03/26/segments/152406"&gt;podcast da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;WNYC&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, relembrando os 40 anos de um processo movido por funcionárias da própria &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Newsweek&lt;/span&gt;. Na época, todas elas eram restritas à área de pesquisa, a mais baixa da revista, enquanto os homens ocupavam, além dos cargos mais altos, também as posições de repórteres e redatores. Depois de dois processos, elas conseguiram conquistar os cargos antes inalcançáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda hoje, nem tudo são flores na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Newsweek&lt;/span&gt;. No podcast, uma redatora sênior mostra que das mais de 120 matérias de capa feitas, apenas 6 foram escritas por mulheres e, das 6, 3 foram co-escritas por homens, então apenas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3&lt;/span&gt; são de completa autoria de repórteres e redatoras do sexo feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O podcast serviu para que eu visse que a realidade lá nos EUA não é diferente da daqui do Brasil, como é de se imaginar. Nas duas últimas empresas em que trabalhei, os homens ocupavam os cargos de gerência para cima, com uma ou duas exceções. A maioria das mulheres gestoras eram coordenadoras ou supervisoras. Até o RH, área normalmente "feminina", era gerenciada por um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com sorte, porém, vejo que minha atual empresa está no caminho certo: &lt;a style="font-weight: bold;" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Marjorie_Scardino"&gt;Marjorie Scardino&lt;/a&gt;, a CEO global da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pearson&lt;/span&gt;, é apontada pela &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Forbes &lt;/span&gt;como a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;17ª&lt;/span&gt; mulher mais poderosa do mundo. Uma mulher no comando de uma grande multinacional. Na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pearson Brasil&lt;/span&gt;, temos diretoras mulheres, inclusive na área Financeira e de TI, onde normalmente concentram-se homens. Temos mais editoras do que editores, mais designers instrucionais mulheres do que designers instrucionais homens etc. e tal. Mas será que essas diretoras, ou mesmo a poderosa Marjorie estão ganhando o mesmo do que ganhariam se fossem homens? Essa é a pergunta que não sei responder, porque não sei quanto elas ganham, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No artigo da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Newsweek&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Jesse &lt;/span&gt;comenta que sua mãe pertenceu à &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2ª geração de feministas&lt;/span&gt;: a que tentou igualar os sexos não apenas em direitos - como fez a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1ª geração&lt;/span&gt;, conquistando o direito ao voto, por exemplo - mas também em aparência. Era a geração que considerava que os gêneros eram apenas uma questão de criação, de berço, e que isso poderia ser neutralizado, como ela tentou fazer com a filha. É provável, mas pode ser que eu esteja bem enganada, que a frase de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Simone Beauvoir&lt;/span&gt;, "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não se nasce mulher, torna-se mulher&lt;/span&gt;", sobre a qual comentei no &lt;a href="http://dia-cronica.blogspot.com/2010/03/do-dia-internacional-da-mulher.html"&gt;post anterior&lt;/a&gt;, tenha sido inspiração para essa 2ª geração de feministas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, pertencemos à &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3ª geração&lt;/span&gt;: a que admite a convivência do salto alto e da maquiagem com a inteligência e perspicácia necessárias para conquistar posições, salários e condições ainda não conquistados com o mesmo sucesso do direito ao voto. Apesar disso, é comum, e já foi tema de posts anteriores, a menção de frases como "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não sou feminista, sou feminina&lt;/span&gt;". Por que, se essa é uma questão tão anterior à geração das mulheres que mencionam esse tipo de pérola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma navegada no &lt;a href="http://equalitymyth.com/post/476217360/just-for-fun-a-quick-little-clarification-on"&gt;blog feminista&lt;/a&gt; da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Newsweek &lt;/span&gt;me surpreende: a famosa queimada de sutiãs jamais ocorreu. O que aconteceu foi que haveria uma fogueira "cerimonial" na frente do concurso de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Miss America 1968&lt;/span&gt; em Atlantic City, mas, não havendo permissão para a tal fogueira, as manifestantes decidiram jogar alguns símbolos opressores - como sapatos de salto alto, maquiagem e sutiãs - na chamada "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Freedom Trash Can&lt;/span&gt;". Um jornalista do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;New York Pos&lt;/span&gt;t, que não sabia que a fogueira tinha sido cancelada, acabou escrevendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Lighting a match to a draft card has become a standard gambit of protests groups in recent years, but something new is to go up in flames this Saturday. Would you believe a bra burning?" &lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;Ou seja, sutiãs nunca foram queimados por nenhuma feminista, apenas jogados no lixo como protesto a um concurso de Miss America, que todos sabemos tratar-se da situação mais ridícula já inventada e que ainda acontece todos os anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas bases, portanto, estão todas bagunçadas: passaram-se já &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2 gerações&lt;/span&gt; e ainda o associamos a um evento que jamais ocorreu. Continuamos ouvindo frases ridículas e sem sentido sobre a igualdade, como se hoje em dia alguma mulher declaradamente feminista neste mundo tivesse a obrigação de se transformar em um homem para aderir ao movimento. E ainda aturamos uma indústria do padrão de beleza que vai dos concursos de Miss, passando pelos reality shows e chegando à Playboy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saída? Darwin aponta. A seleção natural é eminente: sobreviverão aquelas cujo poder for maior do que o limite de cartão de crédito do marido. Falo de poder intelectual, é claro. As demais, podem continuar renegadas por alguns anos às posições mais inferiores da cadeia feminina, posando nuas e sustentando o mercado de revistas femininas e programas vespertinos da TV. Mas elas desaparecem, eventualmente. Felizmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-395257256445678866?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/395257256445678866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=395257256445678866&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/395257256445678866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/395257256445678866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2010/03/da-igualdade-entre-sexos-queima-de.html' title='A da igualdade, queima de sutiãs e outras anedotas'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-8589799770505103480</id><published>2010-03-08T14:39:00.002-03:00</published><updated>2010-03-08T14:42:41.497-03:00</updated><title type='text'>A do Dia Internacional da Mulher</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.archives.gov/exhibits/powers_of_persuasion/its_a_womans_war_too/images_html/images/we_can_do_it.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 123px; height: 159px;" src="http://www.archives.gov/exhibits/powers_of_persuasion/its_a_womans_war_too/images_html/images/we_can_do_it.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Já fiz diversos posts comemorativos  ao Dia Internacional da Mulher nos mais diversos blogs dessa vida, mas  nunca deixo de fazer outro porque considero a data realmente importante,  apesar da grande banalização.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Explico. Houve o tempo em que a TV  se ocupava de belas entrevistas, fornecidas pelas mais variadas donas  de casa desse país, comentando como “cuidar da casa, do marido e  dos filhos é tão difícil quanto trabalhar fora”. Nessa mesma época  o varejo fazia ótimas promoções de panelas, eletrodomésticos e móveis  de cozinha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Hoje conquistamos um espaço mais realista  nessa “mídia comemorativa”. Todos já têm plena consciência de  que pouquíssimas mulheres são meras donas de casa (sem querer desmerecer  o trabalho delas, mas, come on...). As propagandas têm toques de independência,  reconhecem a complicação que é sair correndo de um lado pro outro  com trabalho, marido, filhos, casa etc e tal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Mas, infelizmente, ainda existe aquela  pitada de sexismo quando se referem à mulher que precisa ir ao shopping  e ao salão de beleza com frequência e não consegue em meio às suas  atividades diárias. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Um momento de reflexão, por favor.  Shopping? Salão de beleza? Estou para conhecer a mãe de família que  tem tempo e que cogita gastar tanto dinheiro pra manter-se em atividades  desse tipo com frequência. Pior ainda é a imagem da mulher que sequestra  o cartão de crédito do marido para fazer “comprinhas”. Se vocês  conhecerem alguém assim por favor me avisem: essa laranjinha podre  precisa receber umas lições de Simone de Beauvoir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Porém, a importância da data é  justamente a reflexão. Onde chegamos? Onde queremos chegar? É  suficiente ter liberdade para trabalhar nos mesmos cargos que os homens? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Uma rápida pesquisa no &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.salariometro.sp.gov.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;&lt;u&gt;Salariômetro&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt; já nos mostra que não. Mesmos cargos, salários  diferentes. E o tempo de licença maternidade e todas as injustiças  que as mulheres acabam sofrendo nas empresas porque precisam cuidar  de seu recém-nascido? Tudo isso precisa ser pensado. Sufrágio feminino  não é apenas o direito ao voto e ao trabalho. O verdadeiro sufrágio  é o respeito e a plena igualdade de direitos que só a consciência  de cada um(a) poderá nos oferecer.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style=";font-size:100%;" &gt;Enquanto isso, esteja a par de seus  direitos como mulher e procure exercê-los sem querer tirar vantagem  de tudo o que puder.  Abra os olhos para slogans como “Independente  sem deixar de ser mulher” – ninguém deixa de ser mulher se tentar  ser independente.  E, aliás, como dizia Beauvoir, “Não se nasce  mulher, torna-se mulher” – mas isso fica para um outro post, quem  sabe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-8589799770505103480?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/8589799770505103480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=8589799770505103480&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/8589799770505103480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/8589799770505103480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2010/03/do-dia-internacional-da-mulher.html' title='A do Dia Internacional da Mulher'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-55719168461186136</id><published>2010-02-11T22:14:00.004-02:00</published><updated>2010-02-11T22:21:24.218-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desabafo-crônico'/><title type='text'>A do lixo</title><content type='html'>Hoje peguei um cara jogando o papel de sua coxinha na calçada da Faria Lima. Por sorte, tinha um gari varrendo aquela mesma calçada, com a pá cheeeia de papéis nojentos como o da coxinha, bitucas de cigarro, caixinhas de suco (!!!)  e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, pera aí, porque o gari é obrigado a varrer tanta coisa assim? Com certeza não é porque ele pertence ao grau mais baixo da escala social. O normal seria ele ter apenas folhas na pá.  Folhas das árvores de São Paulo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.catabits.com.br/arquivos/Boris_Casoy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 180px; height: 180px;" src="http://www.catabits.com.br/arquivos/Boris_Casoy.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;...uhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece é que as pessoas adooooram falar mal do Kassab ou de quem for o prefeito (menos da Marta, “porque ela fez o corredor e o bilhete único”) e culpá-lo pelas enchentes dos últimos 918767689076 dias, mas se esquecem de todas as porcarias que jogam por aí. Já vi gente espremendo meio mundo dentro do ônibus só pra alcançar uma janela e jogar o papel de bala pra fora. Cadê os bolsos dessa pessoa? Não era mais fácil se espremer pra alcançar o lixo do ônibus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que o lixo seja a única causa das enchentes. São Paulo é totalmente despreparada para tanta água em tanto asfalto, estamos cansados de saber. Mas dá uma olhada nas margens do Tietê ou do Pinheiros depois de um dia de chuva pra você ver se o lixo não ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proponho uma união dos que, como eu, estão inconformados com a sujeira da cidade. Nossa abordagem precisa ser unificada, porém segmentada por público-alvo. Sempre que um porcalhão jogar sua sujeira, faremos uma rápida análise de seu perfil e agiremos da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Abordagem revolucionária, para os teimosinhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Parte 1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Com licença, moço. Acho que você deixou cair esse papel de coxinha.&lt;br /&gt;- Sim, joguei fora. Essa cidade já tá uma merda mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Parte 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Pega o papel e coloca dentro da camisa dele]&lt;br /&gt;- O que você tá fazendo?&lt;br /&gt;- Jogando lixo no lugar certo: lixo. Vê se para de ser porco pra depois não reclamar que perdeu tudo na enchente e culpar o governo pela sua falta de consciência. Porco nojento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Abordagem pacífica, para os idosos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, senhora, tudo bem? Vi que você jogou esse papel no chão... que tal jogar naquela lixeira ali?&lt;br /&gt;- Ah, minha filha, mas tá muito longe...&lt;br /&gt;- Tá vendo aquela nuvem ali?&lt;br /&gt;- Sim, o que tem, minha filha?&lt;br /&gt;- Também está longe. Mas assim que ela começar a jorrar água, vai levar esse seu papelzinho pro Rio Pinheiros, aqui perto. Junto com todo o resto do lixo que as pessoas jogam todos os dias por aí, vai causar um lamaçal imenso nas casas das pessoas, transmitir doenças, causar trânsito, enfim, caos. Não é melhor ir até a lixeira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se a resposta for:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- É, você tem razão, minha filha.&lt;br /&gt;[levanta e sai]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas, se a resposta for:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu sou velha....&lt;br /&gt;[Inicia a 2ª parte da abordagem revolucionária]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Abordagem rápida, para os apressadinhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Pega o papel jogado no chão]&lt;br /&gt;- Oi, você deixou cair isso aqui!&lt;br /&gt;[Joga o papel na bolsa/pasta do sujeito sem ele perceber o que é.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Abordagem descolada, para os “manos”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí, beleza?&lt;br /&gt;- Qualé?&lt;br /&gt;- Tá ligado aquele papelzinho ali? Vi que você jogou agora. Pô, cara, maneira na sujeira aí... a galera ta perdendo tudo nas enchentes, mais lixo só vai piorar a situação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se a resposta for:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Tem razão, mano. Você é truta, vou jogar o papel no lugar certo.&lt;br /&gt;[Levanta e sai]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas, se a resposta for:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Aí, você não é minha mãe pra mandar em mim não, falou?&lt;br /&gt;[Inicia a 2ª parte da abordagem revolucionária – e corre.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Abordagem Rider, para as crianças&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, menina, sua mãe não te deu educação não? Não pode jogar lixo na rua!&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Pode pegar o papel e guardar na sua mochila. Quando você vir uma lixeira ou quando chegar em casa é só jogar lá. Dentro do lixo, hein!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se a resposta for:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Tá bom, moça.&lt;br /&gt;[Levanta e sai.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se a resposta for:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Vai tomar no c*!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Taca o Rider na bunda do mal criado. Se a mãe não tacou antes, você estará fazendo um favor pra educação desse mal criado.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se você não for bem-sucedido em suas abordagens, segmente mais os perfis, crie novas estratégias. O que vale é acabar com essa palhaçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junte-se a esse movimento hoje mesmo! Por uma São Paulo sem papéis de coxinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-55719168461186136?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/55719168461186136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=55719168461186136&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/55719168461186136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/55719168461186136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2010/02/do-lixo.html' title='A do lixo'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-564197023387868218</id><published>2010-01-25T16:33:00.005-02:00</published><updated>2010-01-25T22:33:18.298-02:00</updated><title type='text'>Cruzou</title><content type='html'>a tênue linha (maldita linha) que separa a vida e a morte. Deixou uma multidão - bem grande mesmo - de familiares e amigos surpresos, inconformados em ver aquela pessoa alegre e brincalhona sem mais o mesmo brilho no olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixou meu coração sem consolo, lembrando dos anos cheios de doces, músicas, pescarias,  risadas... Da carroceria da Saveiro vinho, dos balanços especialmente construídos para nós, da piscininha improvisada, das fogueiras de São João, dos fogos de Reveillon... E da calça branca boca de sino que ele não usou esse ano - só esse ano - porque disse, rindo, que não estava servindo mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixou lembranças alegres como ele. E saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada por tudo, vô querido. Vê se agora descansa, tá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_uc6Ih5xM8wo/S130s4OsKbI/AAAAAAAAAHA/UbF-Bnby5LQ/s1600-h/P1030354.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_uc6Ih5xM8wo/S130s4OsKbI/AAAAAAAAAHA/UbF-Bnby5LQ/s200/P1030354.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430765777524107698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-564197023387868218?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/564197023387868218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=564197023387868218&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/564197023387868218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/564197023387868218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2010/01/cruzou.html' title='Cruzou'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_uc6Ih5xM8wo/S130s4OsKbI/AAAAAAAAAHA/UbF-Bnby5LQ/s72-c/P1030354.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-2321313405543721911</id><published>2010-01-24T00:07:00.005-02:00</published><updated>2010-01-25T21:29:02.343-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comemorativo'/><title type='text'>A de São Paulo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://armazemfm.files.wordpress.com/2009/10/ponte_estaiada.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 179px; height: 201px;" src="http://armazemfm.files.wordpress.com/2009/10/ponte_estaiada.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em São Paulo, você certamente ouve pelo menos uma vez ao dia pessoas reclamando do trânsito e fazendo planos de mudança para o interior, exterior, ou qualquer outro lugar em que tenham uma vida mais tranquila. Pelo menos 90% delas não cumprem nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil explicar porque todo esse caos é tão necessário em nossas vidas. Não há cidades melhores para morar no país? Todo mundo fala do bom planejamento de Curitiba, da qualidade de vida do Rio... por que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ninguém &lt;/span&gt;vai pra essas cidades e deixa São Paulo um pouco mais vazia, com menos trânsito e menos lotação no transporte público, mais vagas de emprego e menos sujeira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque todo mundo precisa dos salários mais altos pagos em São Paulo - e das empresas que estão aqui pagando esses salários - que, pior de tudo, nem são tão grande coisa assim. E porque, por mais estranho que possa parecer, temos uma verdadeira obsessão por essa cidade bizarra, que convive com Morumbi e Itaquera de modo tão estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admita, você gosta de contemplar a Av. Paulista de vez em quando enquanto pensa "Olha só, nossa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wall Street&lt;/span&gt;, que bonita...", entre uma buzina e outra. Ou de olhar pro Ibirapuera e pensar que ele até que é parecido com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Central Park&lt;/span&gt;,  que a Ponte Estaiada é a nossa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Golden Gate&lt;/span&gt; -  e o fato de o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pinheiros River&lt;/span&gt; não ser a&lt;span style="font-style: italic;"&gt; San Francisco Bay&lt;/span&gt; é mero detalhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo tem esse quê de primeiro mundo dentro do Brasil, um pedaço que não se encaixa no resto, de tão grande e caótico, esbanjando beleza e pobreza entre tão poucos quilômetros. Um lugar tão miscigenado quanto algumas cidades canadenses, mas que não teve nenhuma estrutura e planejamento para receber todo mundo, já que a ideia era "dar uma esbranquiçada" por aqui com sangue alemão. E aí a gente fica assim, vendo favela e Alphavile (que não é São Paulo, mas é como se fosse), um do lado do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vamos embora. Temos orgulho do sangue paulista-italiano-alemão-espanhol-português-árabe. Gostamos de ir pra nossa China Town aos domingos, pra nossa Little Italy nas quintas-feiras... Gostamos da camada de poluição que forma o céu alaranjado do fim de tarde seco, das voltinhas no shopping confortável que nos abriga durante as enchentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é que gostamos do caos. Mas também não podemos viver sem ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso aí, São Paulo, 456 anos, nenhuma perspectiva de melhora, e continuamos aí com você. Não mude, viu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-2321313405543721911?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/2321313405543721911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=2321313405543721911&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/2321313405543721911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/2321313405543721911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2010/01/de-sao-paulo.html' title='A de São Paulo'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-7977680434214648108</id><published>2010-01-03T23:37:00.005-02:00</published><updated>2010-01-04T00:00:01.042-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>A do trágico, a do cômico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.boston.com/lifestyle/fashion/stylephile/woody_allen.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 193px; height: 203px;" src="http://www.boston.com/lifestyle/fashion/stylephile/woody_allen.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Como estou abandonada em SP desde ontem, condenada aos freelas intermináveis que, quando terminam provisoriamente, me deixam sem nada para fazer, resolvi rever um filme do Woody Allen que adoro: “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Melinda e Melinda&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Melinda e Melinda” é um dos novos de Allen, porém foi filmado antes de “Scoop” e “Match Point” (só não sei ao certo o ano). Quem diz que o velhinho está perdendo seu toque se surpreende com esse filme, com toda a certeza. Todo o argumento se passa em um jantar entre amigos, quando dois diretores teatrais discutem uma história que um deles ouviu tempos atrás. Um dos diretores acha que a história deve ser contada como uma tragédia; o outro, que deve ser uma comédia. E assim as duas histórias se intercalam, hora com ênfase na parte dramática, hora com ênfase na parte cômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início, essas intercalações são mediadas pela própria narração dos diretores, até para que seja possível acompanhar com mais facilidade que história é qual. Com o tempo, memorizamos os atores de cada história (que são diferentes) e Allen deixa que os cortes tomem conta de cada uma das narrativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é interessante é que em cada história existe um mesmo fato que toma rumos diferentes quando visto sob outra perspectiva. Essas diferenças no modo como cada coisa é encarada fazem com que cada personagem tenha um destino distinto em cada uma das abordagens. Mas é impossível não notar que a narrativa cômica tem seus momentos trágicos, assim como a narrativa trágica tem seus momentos cômicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já fazia tempo que não assistia a “Melinda e Melinda”. Dentro das limitações de um domingo solitário e cinzento, posso dizer que foi uma ótima escolha. E não deixa de ser um alerta a todos nós, neste começo de ano: em nossas vidas, o trágico e o cômico convivem o tempo todo. A diferença toda está no olhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-7977680434214648108?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/7977680434214648108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=7977680434214648108&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/7977680434214648108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/7977680434214648108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2010/01/do-tragico-do-comico.html' title='A do trágico, a do cômico'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-2953369411847236761</id><published>2009-12-16T21:44:00.003-02:00</published><updated>2009-12-16T21:52:19.758-02:00</updated><title type='text'>A do amigo secreto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eSFVPBBw3rw/SiRzwMdTOLI/AAAAAAAAAoM/vCIiif4UCU4/s400/presente-de-amigo-secreto.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 131px; height: 131px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eSFVPBBw3rw/SiRzwMdTOLI/AAAAAAAAAoM/vCIiif4UCU4/s400/presente-de-amigo-secreto.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Todo ano é a mesma coisa: circulam os papeizinhos, cada um pega um, e logo já vem um grito:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Me tirei!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recolhe-se os papeizinhos e começa tudo de novo, até ninguém estar com um papel com seu próprio nome. Sorte que a tecnologia mais uma vez contribuiu a favor dos problemas do homem: alguém teve a inteligente ideia de fazer o &lt;a href="http://www.amigosecreto.com.br/"&gt;www.amigosecreto.com.br&lt;/a&gt;, um site para fazer esse sorteio chato de forma totalmente automática, sem a chance de ter que começar o sorteio novamente cada vez que as pessoas “autosorteiam-se”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site, além do sorteio, tem as funções de troca de bilhete anônima, escolha de presentes e – é daí que vem o dinheiro – parcerias com e-commerces para você já procurar o presente numa dessas lojas e comprar ali mesmo, rapidinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter achado a solução interessante, tenho que admitir que a graça foi totalmente perdida. Talvez porque eu não vejo mais graça em amigo secreto nenhum, ainda mais quando sou obrigada a escolher o presente e já sei o que vou ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, uma coisa é certa: melhor ganhar o que pediu do que as famosas adaptações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Fernanda, não encontrei o cd do Green Day, mas comprei esse, vê se você gosta.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... Twister??????&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou, ainda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Desculpe, Fernanda, esqueci seu presente! Comprei essa lembrancinha na lojinha aqui ao lado e amanhã trago o presente de verdade, tá?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana depois, ainda não havia presente de verdade. 8 anos depois, ainda não há. E o presente quebra-galho era uma camiseta feia de doer, dada pelo professor que eu mais odiava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas todo ano é a mesma coisa: gente que não vai e pede pra outra pessoa entregar o presente (o que é sempre chatíssimo: se a pessoa não ia, por que entrou no sorteio?), gente que esquece, gente que ganha coisas sem nenhum sentido... Por que, afinal, insistimos nessa brincadeira já tão manjada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha família, começaram a fazer porque era mais econômico. Cada um só compra um presente e pronto. Mas é claro que nunca funcionou assim. Sempre tem “uma lembrancinha” pra um e pra outro além do presente do amigo secreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no trabalho, tem sempre alguém que dá a ideia e resolve fazer os cadastros ou papeizinhos. Tem sempre também aquela pessoa ocupadíssima da qual todos ficam dependentes pra poder fazer o sorteio - um porre. E o risco de tirar o chefe, ninguém pensa nisso? E o trabalho de ficar pensando em descrições antes da entrega do presente? A gente logo sabe se a pessoa não pensou em nada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- O meu amigo secreto eu não conheço muito, mas ele parece ser muito legal! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todo ano é a mesma coisa: o Fulano vai lá e entrega um vale-presente da loja X pro Beltrano. Os dois tiram uma foto juntos e é isso aí. Nenhum dos dois se conhece, mas já são “amigos secretos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente sabe que é bobo, que algumas vezes não tem nenhuma sinceridade e que em pelo menos 80% dos casos não vamos sair satisfeitos nem com o amigo, nem com o presente. Mas não tem jeito, Natal sem pelo menos um amigo secreto é só comida, especial da Xuxa e Missa do Galo. Ou só comida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-2953369411847236761?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/2953369411847236761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=2953369411847236761&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/2953369411847236761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/2953369411847236761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/12/do-amigo-secreto.html' title='A do amigo secreto'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eSFVPBBw3rw/SiRzwMdTOLI/AAAAAAAAAoM/vCIiif4UCU4/s72-c/presente-de-amigo-secreto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-704257679477274138</id><published>2009-11-22T22:38:00.006-02:00</published><updated>2009-11-22T23:42:41.112-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feminismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bizarro'/><title type='text'>A do caso do vestido</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.clicrbs.com.br/blog/fotos/248021post_foto.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 204px; height: 152px;" src="http://www.clicrbs.com.br/blog/fotos/248021post_foto.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Algum tempo hesitei se deveria escrever sobre o caso Geisy. Temia chover no molhado, fazer com que meu texto fosse só mais um sobre um assunto já saturado. Pensei que isso era inevitável, enfim. E, tendo em vista os últimos acontecimentos sobre a garota, achei pertinente comentá-los aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Geisy foi escurraçada naquele Carandiru-niban, a defendi de verdade a todos os que achavam que ela tinha merecido. Vieram à minha cabeça aquelas acusações infundadas que fazia-se a mulheres estupradas: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas, também, ela provocou, não podia estar vestida daquele jeito...&lt;/span&gt;" Li com total compreensão os gringos atônitos, tentando explicar o caso: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apesar de o Brasil ser conhecido pelas vestimentas escassas, nas cidades em que não há praia as jovens costumam se vestir mais casualmente, com jeans e camiseta&lt;/span&gt;". Cheguei a pensar que Geisy era uma espécie de Bettie Page, julgada por conservadores em uma época em que usar pouca roupa era imoral e obsceno, com a diferença de que não estamos mais nessa época e de que sediamos a festa mais nua e obscena do mundo, sem o menor choque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que então o vestido de Geisy foi objeto de tamanho bafafá? Em qualquer balada de São Paulo podemos encontrar pessoas vestidas assim. No Rio, encontramos gente vestida com roupas ainda menores (nem decote o vestido da menina tinha!). Mas, depois da indignação, veio a raiva. Geisy no Casseta e Planeta, Geisy dizendo que leiloará o vestido e, a gota d'água: Geisy posando nua. De vítima, ela passou a palhaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu condene quem posa nua. É uma opção. Uma opção que compra apartamentos luxuosos. O problema é toda a publicidade que se fez em torno disso. Geisy é muito jovem e, aqui entre nós, não é a pessoa com o futuro mais brilhante estudando na Uniban (e deixo bem claro que não quero dizer que quem faz Uniban não tem futuro, mas sim que terá que penar muito mais do quem fez uma faculdade de ponta, e isso é fato). Aproveitar-se de uma situação como a que ela vivenciou, tentando fazer do trauma um caça-níquel, é não só ridículo como tão machista quando as pessoas que a escurraçaram. Antes, ela mostrava o corpo como uma opção de liberdade feminina. Agora, ela mostra para ganhar dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que Geisy ainda não confirmou se vai ou não posar nua. Mas tanto a Playboy quanto a Sexy já declararam que irão procurá-la. É questão de tempo (e dinheiro) até ela aceitar. Enquanto isso, ela fica fora da faculdade, mostrando seu nome nos quatro cantos da TV e da internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dura verdade disso tudo é que, ao invés de mostrar ao país o quanto ainda precisamos progredir em direitos femininos, em educação, e principalmente em respeito ao próximo, ela está usando as mesmas velhas armas de qualquer mulher que começa a receber mais atenção. O que ela não percebeu é que sua vida se transformou em um Big Brother universitário, de um só participante, com o pacote completo pós-saída da casa: Faustão, Paparazzo, Playboy, Programa do Jô, Mais Você, Hebe, Superpop, esquecimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-704257679477274138?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/704257679477274138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=704257679477274138&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/704257679477274138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/704257679477274138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/11/do-caso-do-vestido.html' title='A do caso do vestido'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-1471760963203828980</id><published>2009-11-16T00:00:00.005-02:00</published><updated>2009-11-16T00:32:07.007-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>A da volubilidade</title><content type='html'>Atire a primeira pedra quem não é volúvel neste mundo. Melhor: redija o primeiro comentário ofensivo quem não é portador desse fino traço de volubilidade. Pensando bem, quem acreditar não ser volúvel, que pense melhor no assunto amanhã para ver se não muda de ideia. Porque todos nós mudamos de ideia uma vez ou outra, e sabemos no fundo que não temos muita certeza se essa "vez ou outra" não é corriqueira demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Machado de Assis tratou esse tema fielmente em diversos contos. Em "D. Benedita", por exemplo, descreve uma senhora tão indecisa da vida que não consegue completar nenhum plano, fazer uma única resolução. Não estou dizendo que sejamos todos assim. Mas é bem provável que tenhamos fases da vida com idas e vindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vestibular é a mais vil prova de volubilildade a que um ser humano pode se submeter. Escrever em um papelzinho sua opção de "carreira"? Quando prestei vestibular eu mal sabia o significado dessa palavra, quanto mais se estava certa da minha opção! Conheço várias pessoas que mudaram o número da tal "carreira" da Fuvest na fila de inscrição. Uma verdadeira crueldade essa história de vestibular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas você está falando de decisões importantes", vocês podem argumentar. As decisões importantes são realmente as mais difíceis, mas não são as únicas formas de exercermos nossa volubilidade. A indecisão passa também pelo prato que pedimos no almoço, pelo corte de cabelo, roupa que iremos vestir e por aí vai.  O fato é: não ofereça uma lista muito grande de opções a uma pessoa. Fatalmente ela irá surtar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais exemplos de volubilidade? Twitter. Siga uma pessoa qualquer que costume narrar seu dia inteiro lá. Veja quantas vezes ela ficará em dúvida e mudará de ideia. Sim, porque ser volúvel não é apenas ficar em dúvidas, deixo bem claro. É principalmente mudar de rumo sem muito porque, simplesmente porque quer. No Twitter as pessoas adoram expressar suas idas e vindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém devo ser justa: sendo todos nós volúveis e não existindo nada nesta vida que seja definitivo, a volubilidade não é assim tão ruim. Muito pior seria ter não ter o direito de mudar de ideia, ou ainda ter tão poucas possibilidades que as escolhas limitadas sequer poderiam gerar dúvidas. Imaginem um cardápio de um prato só, uma universidade de um só curso, roupas únicas, cortes de cabelo padronizados... Que tedioso seria o mundo da involubilidade! Pessoas presas em decisões que não tomaram ou que foram obrigadas a tomar. Uma ditadura sem ditadores. Que seria deste post sem a volubilidade, afinal? Um brinde à volubilidade, meus leitores, um brinde ao motor da vida - mais um assunto chato para este blog.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-1471760963203828980?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/1471760963203828980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=1471760963203828980&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/1471760963203828980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/1471760963203828980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/11/da-volubilidade.html' title='A da volubilidade'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-1454938913117814286</id><published>2009-10-30T15:46:00.004-02:00</published><updated>2009-10-30T18:50:36.202-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>A da música e da poesia - parte 2</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;No &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;a href="http://dia-cronica.blogspot.com/2009/10/da-musica-e-da-poesia.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;&lt;u&gt;último post&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; falei sobre minha percepç&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ão sobre o vínculo &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;(no caso, &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;o&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; não-&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;vínculo&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;) entre música e poesia. Levando em consideração os comentários e as discussões que surgiram, achei interessante fazer um no&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;vo post para argumentar melhor minha &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;percepção&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; – destaco isso porque não tenho &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;como comprovar minhas &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;referências sobre o assunto&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; e nem &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;é minha intenção trazer tanto rigor ao blog. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Tudo o que está aqui tem como base as&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; minhas aulas, minhas leituras e &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; própria música, seja como ouvinte, seja como compositora.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Coincidentemente, ontem tive uma aula sobre Simbolismo com a professora &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://sistemas.usp.br/tycho/curriculoLattesMostrar?codpes=1859351"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;&lt;u&gt;Simone Rufinoni&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, especialista em Cruz e Sousa &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;–&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; talvez a única lá na USP. Em determinado momento da aula, ao falar sobre os recursos utilizados pelos simbolistas – sinestésicos, principalmente -, ela mencionou como exemplo uma estrofe do poema “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/cruz-de-souza/violoes-que-choram.php"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;&lt;u&gt;Violões que Choram...&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;do Cruz:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;“&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;Vozes veladas, veludosas vozes,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;Volúpias dos violões, vozes veladas,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;Vagam nos velhos vórtices velozes&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Simone definiu &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;a aliteração do V&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;nessa estrofe &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;como &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;utilização da música no poema&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;, já que a intenção dos simbolistas era evocar os sentidos, utilizar recursos do próprio homem para atingir a “transcendência vazia”, que seria, simplificando bem, uma transcendência não baseada no misticismo, nos dogmas religiosos etc.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Porém, em dado momento da aula, ela utilizou outra palavra que me &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;deu um estalo&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;: &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;musicalidade&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;. A aliteração nessa estrofe sugere, segundo a interpretação mais comum do poema, o som&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; de um&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; violão. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Foi quando eu entendi&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;musicalidade e música como conceitos diferentes. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Explico. A música deve ter três elementos básicos:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; harmonia, melodia e ritmo. A musicalidade seria a utilização de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;recursos literários que lembrem &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;um desses &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;elementos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; como &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;apoio&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; para um poema ou outro texto escrito. A lírica usa isso com &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;frequ&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ência, e talvez seja por isso que tantos de vocês acharam ab&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;surda a minha distinção tão grande entre música e poesia: estamos pensando em conceitos diferentes. Eu vejo a musicalidade como um &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;recurso&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; que a poesia &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;utiliza&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;mas &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;que não é, nem nunca será&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;,&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;a própria música&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, pois transpor harmonia e melodia à escrita é impossível – &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ao contrário d&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;o ritmo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Portanto, no poema de Cruz e Sousa, temos um exemplo do que falei no último post: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;emulação de sonoridade&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, que não é harmonia e nem melodia, mas a utilização de um recurso estritamente escrito para criar sonoridade que se destaca &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;foneticamente&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Mas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; não consigo ouvir um violão nessa estrofe. É um nível &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;d&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e abstração muito difícil de se&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; comprova&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;do objetivamente, por isso muito pessoal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Sei que existem teóricos que comparam a música com a poesia, mas &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;não os &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;considero&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; referência inquestionável. O próprio professor &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4763580E4"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;&lt;u&gt;Luiz&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 255);"&gt;&lt;u&gt; Tatit&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;, m&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;encionado em um dos comentários &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;e com quem também tenho aula, analisa semioticamente letras de música&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; ou melodias de canções&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;, mas nunca&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; a música como arte poética&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;. Talvez porque a &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;S&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;emió&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;tica N&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;arrativa não dê conta desse tipo de análise, &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;ou p&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;orque esse tipo de análise não &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;tem&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; total rigor comprovado, enfim, é algo passível de maior pesquisa.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p  style="margin-left: 0pt; margin-right: 0pt;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Até agora falei&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; da relação entre poesia e música. E &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;da música com&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; a poesia? Aqui entra o que falei no último post.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; O processo de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; composição de uma música é totalmente diferente da composição da poesia. Isso porque uma letra de música é feita já pensando na melodia, no cantar. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A poesia nunca envolve canto. Pode envolver &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;oralidade&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;como aquela que encontramos em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;Grande Sertão: Veredas&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; (praticamente uma prosa poética), &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;mas não &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;envolve &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;canto.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Portanto apesar dos elementos em comum que já mencionei antes – ritmo, rima e acento – a música se mantém distante da poesia pelo processo de composição e aplicação do ritmo que determina, necessariamente, a melodia e a harmonia, o que não ocorre na poesia, onde o ritmo está separado desses dois elementos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Resumindo, diria que, de um lado, temos dois pólo&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;s&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; separados&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;: poesia e musicalidade X música. A poesia é a base, a musicalidade pode ser o apoio. Não é a música em si, apenas a utilização de um&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;a emulação de&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; elemento musical na escrita. E, do outro&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; lado&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;, temos que a música não contém poesia por abarcar elementos distintos dos que existem na poética, com apenas alguns recursos em comum: rima, ritmo, acento e&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;, em alguns casos, oralidade, porém utilizando a melodia e a harmonia como a “cola” que une esses recursos.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, reitero minha afirmação: música é música, poesia é poesia. Pensar em &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;um &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;pano de fundo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; que seja comum entre as duas&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;, como a musicalidade e a oralidade, parece-me ser o caminho mais viável.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt; Mas esse pano de fundo não faz com que uma coisa possa ser facilmente transposta para a outra: poesia e música continuam sendo duas artes totalmente diferentes.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-1454938913117814286?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/1454938913117814286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=1454938913117814286&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/1454938913117814286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/1454938913117814286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/10/da-musica-e-da-poesia-parte-2.html' title='A da música e da poesia - parte 2'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-8630250065551846839</id><published>2009-10-26T19:55:00.005-02:00</published><updated>2009-10-26T20:23:32.801-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>A da música e da poesia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_w4YRZ1aoIp8/SW8fF_nCRaI/AAAAAAAAAA4/iWTKOuNitxU/s400/330_Musica1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 164px; height: 164px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_w4YRZ1aoIp8/SW8fF_nCRaI/AAAAAAAAAA4/iWTKOuNitxU/s400/330_Musica1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu não consigo entender a relação que as pessoas fazem entre música e poesia. E não é que me falta base teórica: esse semestre mesmo, durante as aulas de Teoria Literária com um especialista em escrita e oralidade, fui obrigada a ouvir, por exemplo, “&lt;a href="http://www.culturabrasil.pro.br/navionegreiro.htm"&gt;Navio Negreiro&lt;/a&gt;” do Castro Alves &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=1Osbp0IMYRM"&gt;na voz do Caetano Veloso com batuques ao fundo&lt;/a&gt;. Quem me conhece sabe bem que isso foi um momento bem difícil da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra aula do curso, o professor, no ápice de suas conclusões, colocou para tocar o canto do sabiá laranjeira, contando em seguida as sílabas e acentos. “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O sabiá canta em redondilha maior!&lt;/span&gt;”, exclamou empolgado. Ele tinha acabado de nos mostrar que a "&lt;a href="http://www.horizonte.unam.mx/brasil/gdias.html"&gt;Canção do Exílio&lt;/a&gt;" também foi feita em redondilha maior e estava quase com uma lágrima escorrendo pelos olhos, já pensando nas relações que sua descoberta poderia ter com aquelas aves que aqui gorjeiam e não gorjeiam como lá. Eu (junto com toda a turma) não consegui segurar a risada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me parece é que a gente vê música em qualquer poesia que quer ver. E pode ver poesia em música também, mas isso não quer dizer que as duas coisas estejam conectadas. Dizer que alguma coisa é poética, em geral, faz com que a coisa assuma um valor maior do que tem. E para isso cito o exemplo do Chico Buarque: quantas pessoas nesse país não o clamam como o maior poeta brasileiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem entrar nos méritos da questão, posso dizer seguramente que isso está errado. Tudo bem ficar em dúvida entre Bandeira e Drummond, Bilac e Cruz de Souza (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ok, riscarei esses dois últimos&lt;/span&gt;), mas Chico não deveria entrar na lista. Ele é um compositor, escreve músicas (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e aqui eu mais uma vez me esforço para ser bastante imparcial&lt;/span&gt;), e tenho certeza que jamais pensou em publicá-las em um livro. Afinal, ele tem livros publicados, quase todos eles em prosa. Também sem entrar nos pormenores da qualidade desses livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música e poesia têm suas semelhanças, é verdade: os versos, as rimas e o sentimento que abarcam quando lidas ou ouvidas. Mas o propósito com que foram escritas anula qualquer possibilidade de classificá-las de outra maneira. Eu leio poesia e posso até aceitar alguém que a declame, mas música eu canto ou berro, escuto alta nos fones de ouvido ou toco a palhetadas rápidas na minha guitarra. Não consigo imaginar toda essa &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;possibilidade de agressividade sonora&lt;/span&gt; na poesia, apenas uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;emulação de agressividade&lt;/span&gt; que alguns fonemas podem assumir. O que jamais chegará a ser, de fato, um ritmo ou uma nota musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, algumas coisas ficam bem mais claras: um discurso poético pode ter características de discursos orais. Mas o musical vai bem além da possibilidade de oralidade. O musical é a união do que é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;interno &lt;/span&gt;com o que é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;externo&lt;/span&gt;, enquanto a poesia é a interioridade pura, com toques de exterioridade que não chegam a ser musicais a não ser que você construa, na sua interioridade, uma musicalidade própria da poesia escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse post ficou filosófico demais. Vamos quebrar o gelo de vez: &lt;span&gt;odeio &lt;/span&gt;MPB. Adoro poesia brasileira. Colocar as duas coisas assim, juntas em uma só pessoa, já é suficiente para comprovar minha teoria: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;música é música, poesia é poesia&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-8630250065551846839?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/8630250065551846839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=8630250065551846839&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/8630250065551846839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/8630250065551846839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/10/da-musica-e-da-poesia.html' title='A da música e da poesia'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_w4YRZ1aoIp8/SW8fF_nCRaI/AAAAAAAAAA4/iWTKOuNitxU/s72-c/330_Musica1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-5802490451176366027</id><published>2009-10-05T09:42:00.004-03:00</published><updated>2009-10-05T23:30:48.023-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bizarro'/><title type='text'>A da soja com bacon</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://nutridoc.inforportal.net/files/u1/vegetariano.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 144px; height: 144px;" src="http://nutridoc.inforportal.net/files/u1/vegetariano.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Era uma sexta-feira pós-expediente. Tinha desistido da faculdade e estava morrendo de fome. Resolvi passar no Big X Picanha do Shopping Butantã e comprar um&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; hambúrguer vegetariano&lt;/span&gt;. Isso mesmo que você leu. O restaurante é Big X &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Picanha&lt;/span&gt;, mas eles têm um hambúrguer de soja e vegetais que, na minha humilde opinião, é o melhor em custo-benefício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Oi, eu queria um Vegetariano, por favor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Vegetariano? Ok. Nós temos alguns complementos que você pode adicionar. Vc pode colocar bacon!!!&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Não, não, obrigada. Sou vegetariana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Aaah, vc é vegetariana mesmo? De verdade? Nossa, mas você não come nenhum tipo de carne???&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Nem frango???&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Não, nem peixe - disse eu, já adiantando a resposta da próxima pergunta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Nossa, mas há quanto tempo???&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- 5 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Nossa, 5 anos??? Que coisa!! Mas você emagreceu quando parou de comer &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;carne???&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Não... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;[E o que foi essa pergunta? Por acaso estou magra demais?]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Nossa, 5 anos... mas, assim, por que? O que te levou a parar???&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Não gosto de carne – imaginando que a explicação completa traria muito mais problema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Sério?? Nossa, eu não conseguiria... mas te admiro, viu!!! Nossa, mas não consigo entender, como assim vc parou? Por queee???&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- É filosofia – respondi, pensando que não havia mais jeito de tentar encurtar aquela conversa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Mas como assim???&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Não concordo com a exploração de animais para nosso benefício.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Aaah, então vc é igual os indianos???&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Não, eles comem frango. Eu não como nenhum tipo de carne.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Ah, entendiii... Ai, eu também não gosto de ver bicho sofrer não, viu? Se eu ver matar eu não como.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- ...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Nossa, que coisa, viu!! Muito legal!! Olha, tá aqui sua notinha. Só aguardar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui meio transtornada para a mesa, com a senha na mão, pensando o que raios tinha sido aquele diálogo. Eu já tinha ouvido muita coisa nos últimos 5 anos. Já até me perguntaram se eu não sentia mais sono porque não como carne. “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É, eu tenho uma impressão de que vegetarianos sentem mais sono...&lt;/span&gt;”, disse a pessoa. Mas nunca ninguém tinha me oferecido bacon com um hambúrguer vegetariano. Já tinham me perguntado qual era o ponto da “carne”, mas nunca se eu queria um pedaço de porco em cima do hambúrguer de soja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca, também, tinha me sentido tão ET por ser vegetariana. Eles (a mulher do caixa e o cara do lado) me olharam como se eu fosse uma hippie maluca, igual àquela &lt;a href="http://www.allmoviephoto.com/photo/2002_about_a_boy_009_big.html"&gt;mulher do filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;About a Boy&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Eu estava passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, quando minha senha foi anunciada no painel, o desfecho da conversa foi ainda mais bizarro. Fui pegar minha bandeja rápido, para não dar chances a outros comentários, mas foi inútil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Moça, você tem Orkut?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora? Quem não tem Orkut nessa vida? Tive que pensar rápido. E a raiva pela conversa anterior parece que tinha me dado esse poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Tenho sim. Me procura lá: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernanda Rodrigues&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Fernanda Rodrigues?&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Isso mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Tá bom, vou te adicionar!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí com a bandeja na mão dando gargalhadas por dentro.  Existem pelo menos umas 3 mil Fernandas Rodrigues no Orkut, e nenhuma delas sou eu, porque meu nome não está assim lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me senti vingada. Não, eu não iria contar minha história de vida vegetariana para a gorda do caixa via scrapbook e não iria deixá-la ver minhas fotos como se eu fosse uma amiga íntima, quando na verdade era apenas alguém que ela via com cara de brócolis. Eu queria fazer um longo discurso sobre o vegetarianismo, dizer que não é maluquice, capricho, muito menos a solução para perder peso. Ao invés disso, contei uma mentirinha. E nunca tinha comido um hambúrguer tão saboroso quanto aquele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-5802490451176366027?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/5802490451176366027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=5802490451176366027&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/5802490451176366027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/5802490451176366027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/10/da-soja-com-bacon.html' title='A da soja com bacon'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-49658141387083796</id><published>2009-09-28T12:37:00.004-03:00</published><updated>2009-09-28T18:58:40.264-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bizarro'/><title type='text'>A da inveja - mas inveja boa, tá?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_iVYaITjAOI0/SpoOck5X2zI/AAAAAAAAAB4/xp_tKawt8H4/s400/inveja_002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 184px; height: 147px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_iVYaITjAOI0/SpoOck5X2zI/AAAAAAAAAB4/xp_tKawt8H4/s400/inveja_002.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Já dizia Platão, em seu livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A República&lt;/span&gt;, que existem duas formas diferentes de cobiçar objetos ou qualidades alheias: a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;inveja &lt;/span&gt;e a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;emulação&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inveja todos nós sabemos muito bem o que é. Um sujeito cobiça o que ele não pode ter e torce para que o cobiçado afunde na lama, perca tudo o que tem, se torne um desgraçado.  Resumindo, funciona mais ou menos assim: comprou uma BMW? Vai bater na primeira volta. Tem um marido bonito? Ele vai te trair, pode ter certeza. Está ganhando um bom salário? Não se preocupe, a demissão vem em seguida. E tudo por causa daquela vizinha gorda que não tira o olho grande de sua bem-sucedida vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emulação é diferente. É muito mais admiração do que maldade. É basicamente uma forma de seguir uma pessoa (dando “follow” ou não), tendo-a como um mestre, um exemplo. Você pode emular um escritor, um músico, um amigo, seus pais ou, para os mais workaholics, seu chefe. Mas você não deseja o mal; ao contrário. Quer que seu emulado seja cada vez mais bonito e inteligente para que você possa, quem sabe, um dia, ser como ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e a famosa “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;inveja boa&lt;/span&gt;”, onde entra? Não é contemporânea de Platão, mas é muito mais citada do que ele em nossos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Ai, meniiiina, que sapato lin-doooo! Deu até inveja!! Mas é inveja boa, viu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é simples: “inveja boa” é um eufemismo para a inveja velha e pura. Você quer o sapato, acha que o merece mais do que a outra sirigaita. Aceite, você é uma invejosa e nada vai mudar esse fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que você tente dizer que sua inveja é boa, por mais flexível que essa língua de Camões possa ser, essa acepção não existe. E o Aurélio, tadinho, não colocou essa definição em suas páginas e nem vai colocar. Quevedo repetiria: “ISTO NO EQUISISTE”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, vá tratando de tirar “inveja boa” de seu léxico e de trabalhar um pouco para ter um sapato bonito também antes que, de tão invejosa, você seja a perfeita emulação da vizinha gorda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-49658141387083796?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/49658141387083796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=49658141387083796&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/49658141387083796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/49658141387083796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/09/do-plato.html' title='A da inveja - mas inveja boa, tá?'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iVYaITjAOI0/SpoOck5X2zI/AAAAAAAAAB4/xp_tKawt8H4/s72-c/inveja_002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-5150170999160816984</id><published>2009-09-21T18:31:00.009-03:00</published><updated>2009-09-21T22:48:17.663-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desabafo-crônico'/><title type='text'>A do fantástico mundo das redes sociais</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.nubibella.com/wp-content/uploads/2008/12/rbrb_2694.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 147px; height: 211px;" src="http://www.nubibella.com/wp-content/uploads/2008/12/rbrb_2694.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Você já viu alguém pessoalmente que parecia bem mais bonito ou bonita no Orkut? Isso parece ser uma situação muito mais frequente do que se imagina. O que acontece é que, tornando-se útil - e, por assim dizer, democrática -, a popularização da internet fez com que as pessoas criassem uma nova forma de máscara: a das redes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uso o exemplo da aparência apenas para entrar em questões um pouco mais profundas. Não digo aqui que redes sociais não sejam úteis. É muito legal encontrar no Orkut, Facebook e companhia uma pessoa que você já não vê faz tempo. Mas o que acontece normalmente é a clássica troca de recados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Nossa, Fulano, quanto tempo!! E aí, tá fazendo o q?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Verdade, muito tempo mesmo! Tô trabalhando, estudando... Vamos marcar alguma coisa, hein!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fim. Provavelmente isso se repetirá no dia do aniversário de um dos dois &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ad infinitum&lt;/span&gt;, ou até que um deles se toque de que esse chove no molhado não levará a nenhum resgate de amizade. Há exceções, é verdade. E apenas nesses casos é que se encaixa a utilidade das redes sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, o que existe é o exibicionismo das fotos, as brigas entre namorados (um termina com o outro e 10 minutos depois somem todas as fotos do casal, o status muda milagrosamente para "single" e um daqueles textos-padrão "Carpe diem" é colocado no perfil), os xavecos frustrados de quem acredita piamente que seja possível começar um relacionamento pela Web - ou de quem está usando isso tudo como última esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do Orkut, salvam-se poucas comunidades onde alguém tenta, em vão, discutir alguma coisa com seriedade. Mas a maioria delas virou, também, um exibicionismo de seus gostos e vontades e um depósito interminável de spam. E no caso do Facebook, só para citar mais um exemplo, não há muita coisa a mais do que fotos, testes e alguns recados. Até porque a proposta não é ir muito além disso mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema das redes sociais é quando elas se tornam, como citei no início, a máscara. Sua identidade, sua expressão, suas vontades estão lá. Você, offline, é totalmente diferente. Vira um zumbizinho sem graça que não consegue fazer nada sem antes consultar os seguidores do Twitter. Que prefere falar tudo virtualmente a falar em pessoa, porque a voz democrática da internet é muito mais alta do que a sua voz verdadeira. Alguém que tira uma foto e já está colocando no Orkut; que persegue fielmente a lista de sugestões de amigos do Facebook. E que corta o cabelo e trata logo de atualizar o perfil de todas as redes sociais para mostrar o novo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;look&lt;/span&gt; pra todo mundo. Você fica, enfim, submerso nessa massa amorfa e vazia, e se torna mesmo muito mais interessante quando está online.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que não cabe aqui julgar as aparências  - essa primeira impressão apenas se revela curiosa. O conteúdo é que é a questão. Não há nada demais em manter perfis em redes sociais - quem não mantém? O problema, como tudo nessa vida, é o fanatismo. É não ter um centavo no bolso mas economizar pra gastar na lan house, antes que a crise de abstinência tome conta do pobre ser. É não ler um livro sequer, mas ler todos os recados, perfis, álbuns, testes, twitts...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é quando o supérfluo se torna essencial e o essencial se torna supérfluo. O problema é, enfim, quando a rotina milagrosa de sua existência se resume a um frenesi atômico de futilidades. Essa, meu amigo, é a hora exata de desconectar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-5150170999160816984?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/5150170999160816984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=5150170999160816984&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/5150170999160816984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/5150170999160816984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/09/do-fantastico-mundo-das-redes-sociais.html' title='A do fantástico mundo das redes sociais'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-8999303868697124903</id><published>2009-09-16T22:19:00.006-03:00</published><updated>2009-09-16T23:05:22.174-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>A da sátira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bacaninha.uol.com.br/home/ara/43_risada.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 112px; height: 84px;" src="http://bacaninha.uol.com.br/home/ara/43_risada.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Já pararam pra pensar no que é uma sátira? Tirando o fato de que ela sempre deixa uma parte em fúria e a outra rindo, ela nada mais é do que a tentativa de manutenção de um status quo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico: a sátira tenta fazer com que nos conformemos com uma situação, embora tenhamos consciência de que ela está errada, fora de lugar. Ou você já viu uma sátira chamando o povo pra revolução? É sempre "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o Sarney rouba nosso dinheiro. E nem percebemos&lt;/span&gt;", acompanhada de uma ilustração irônica, como um Sarney de máscara de ladrão atacando sua bolsa enquanto você conversa com alguém. Mas não é "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o Sarney rouba nosso dinheiro, vamos derrubá-lo e instaurar a ditadura do proletariado para tirar o poder dos bolcheviques e dar todo o poder aos trabalhadores do Brasil.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é triste, porque uma vez que você ri de uma sátira qualquer está ali sujeito a balançar a cabeça e seguir em frente. A sátira não espera outra coisa de você. E você também não espera nada mais dela. Sabe que ela é tão útil quanto os Trending Topics do Twitter: eles estão ali em evidência agora, mas daqui a 5 minutos todo mundo já esqueceu de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sátira nos engana porque achamos que ela é um movimento de vanguarda, de contestação. Mas não é! Está ali pra tentar mostrar que não há nada que se possa fazer contra aquilo que ela teoricamente está contestando, e que você é simplesmente uma massa de manobra burra acreditando na liberdade que o sujeito satírico possui, dando risada de uma realidade que não vai mudar. A sátira é o fruto proibido que Eva comeu, todo mundo sabe, todo mundo acha graça e ele continua sendo fruto, continua sendo proibido. Não importa se ela vai comer de novo, e de novo, e de novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense na sátira como uma diversão aleatória que o destino quis colocar na sua vida. E, para o seu bem, pense nela como uma teoria bem trabalhada que pode salvar seu dia. E balance a cabeça concordando como se nada estivesse acontecendo, porque o satírico, de verdade, está aí: vai, humano bobo, dá risada da sua própria desgraça.&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-8999303868697124903?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/8999303868697124903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=8999303868697124903&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/8999303868697124903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/8999303868697124903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/09/da-satira.html' title='A da sátira'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-3707789355854053074</id><published>2009-09-03T18:33:00.004-03:00</published><updated>2009-09-03T19:20:46.941-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>A da felicidade brasileira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.recados.net/img/recados/Brazil_107602704_20_brasil.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 140px; height: 187px;" src="http://images.recados.net/img/recados/Brazil_107602704_20_brasil.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O site da revista Forbes fez um ranking das cidades mais felizes do mundo. Adivinha quem ficou em primeiro lugar? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rio de Janeiro&lt;/span&gt;. Por mais que isso possa parecer piada de mal gosto para os paulistas, a cidade carioca encabeçou a lista na frente de Sidney, Barcelona, Amsterdã, Melbourne, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisa utilizou, como justificativa para a liderança, a imagem de felicidade passada pelo Carnaval, que revela bom humor e "boa vida". Usou também a imagem de jovens dançando alegremente e, como ilustração para o resultado, uma foto do jogador Adriano. Enfim, uma consolidação de todos os elementos mais brasileiros que existem: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carnaval&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mulher &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Futebol&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quão bom isso é para a imagem do Brasil lá fora? Vender que além de termos belezas naturais somos um povo alegre, com boas energias e receptivos é crucial para o nosso turismo, é verdade. Mas a dura realidade é que esse tipo de "constatação" só continua disseminando o que, ao meu ver, nos caracteriza com um povo sem nenhuma seriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é bem perceptível quando você ouve os comentários de gringos sobre nosso país. "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oh, Brazil, beaches, Carnival, Rio, Ronaldo...&lt;/span&gt;" E quando você diz que mora em "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sao Paulo&lt;/span&gt;" eles dizem que nunca ouviram falar. Aí você explica que a cidade é o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;coração econômico da América Latina&lt;/span&gt;, tem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;11 milhões&lt;/span&gt; de habitantes e é tão agitada quanto Nova York e eles fazem cara de total surpresa: o país do povo pelado anda de terno também?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultivar a imagem da beleza e alegria não nos faz mais capazes de resolver nossos problemas sociais e econômicos. Ao contrário, nos traz outros problemas - turismo sexual, por exemplo. Faz com que o nosso país seja eternamente atrelado a coisas que não engrandecem a ninguém. Que gringo vem ao Brasil para visitar um de nossos museus ou conhecer um pouco da nossa curiosa história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés de mostrar que não somos um bando de índios que nasceram para sambar e jogar futebol, reafirmamos tudo isso de sorriso no rosto e biquíni fio dental. E quem, assim como eu, não concordar com a tríade Carnaval-Mulher-Futebol como símbolos da nossa nação, é obrigado a tentar, todos os dias, ser menos brasileiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-3707789355854053074?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/3707789355854053074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=3707789355854053074&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/3707789355854053074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/3707789355854053074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/09/da-felicidade-brasileira.html' title='A da felicidade brasileira'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-8815429350390222176</id><published>2009-08-26T22:25:00.005-03:00</published><updated>2009-08-26T23:12:04.247-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feminismo'/><title type='text'>A do Dia Internacional da Igualdade Feminina</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i88.photobucket.com/albums/k198/naoteprives/feminists1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 410px;" src="http://i88.photobucket.com/albums/k198/naoteprives/feminists1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Vi agora há pouco um comercial do O Boticário bem interessante. Não encontrei no YouTube, mas é mais ou menos assim:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Mulheres em passeata com placas do símbolo feminista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;"Na década de 70, as mulheres lutaram por igualdade de direitos."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Mulher executiva andando no meio da multidão na rua, olhando para o relógio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;"Conseguiram. Só que agora perderam algo muito precioso: tempo."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;E segue falando que, com apenas 2 minutinhos por dia, você pode cuidar da sua pele.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Pois bem. Hoje é &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Dia Internacional da Igualdade Feminina&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Supreso? Eu também. Não só porque desconhecia a existência dessa data, mas também porque essa igualdade não existe. Mulheres ainda ganham menos que os homens, ocupam menos cargos de chefia, têm que lidar com a dupla jornada de trabalho e volta e meia aturam propaganda ridícula de creminho pra lá e pra cá. Então pra quê um dia desse? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Busquei a origem da data, mas tudo o que consegui encontrar foram artigos em sites políticos ou textos sobre a origem do Dia Internacional da Mulher. E como política não é bem o viés desse blog, acho melhor deixarmos a questão da origem um pouco de lado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A grande questão é: essa história de que "muito já foi conquistado" é pura balela. O direito ao voto aqui no Brasil foi conquistado pelas mulheres na década de 30. Já se foram mais de 70 anos e nunca tivemos uma presidente mulher, ao contrário de nossos companheiros latinos do Chile. É claro que se uma Marina da Silva da silva fosse eleita não ia dar boa coisa e ela acabaria rechassada pelos patriarcalistas de plantão, aguentando críticas muito mais duras por ser mulher e negra. Mas isso também não vem ao caso. O fato é que continuamos nesse conformismo de "já conquistamos tantas coisas" como se a situação fosse confortável. Eu quero ter um cargo de liderança. E quero ganhar o mesmo que um homem por isso! Eu não quero ser obrigada a trabalhar, cuidar de casa, do marido e dos filhos. Quero &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;dividir&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Acho que um dos maiores enganos do feminismo foi não ter divulgado que a igualdade feminina não era apenas em favor de benefícios, mas de deveres também. Porque vira e mexe aparece algum engraçadinho dizendo que sua namorada se diz feminista, mas não quer pagar a conta do jantar. Nesses casos, a ignorância maior é da mulher que quer tirar proveito de uma ideologia que demorou anos para ter algum impacto na sociedade. E ela simplesmente joga fora quando pensa que o homem tem mesmo que pagar a conta e abrir a porta do carro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;E de vez em quando alguém chega e pergunta: "Então por que você não se alista no exército?" Eu digo: "Porque alistamento obrigatório é ridículo e não deveria existir nem pra homem, nem pra mulher". E o sujeito faz cara de bunda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Uma coisa é certa: não dá mais para pensar que feminismo é sinônimo de produção independente, lesbianismo ou o raio que o parta. Já era, já foi. Isso foi argumento que as famílias conservadoras da década de 70 usavam para manter as filhas longe do movimento. Feminismo é para &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;todas e todos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Não é uma forma de machismo ao contrário, é simplesmente uma forma de colocar tudo no lugar certo e fazer as coisas serem mais justas. O que é ruim para um, é ruim para uma. O que é bom para um, é bom para uma também. Simples assim. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Agora, voltando à propaganda: já escutei e li muito por aí que o feminismo não deu certo porque fez com que a mulher trabalhasse ainda mais, e que era melhor se tivéssemos ficado só em casa cuidando do marido. O mais triste é que quem escreveu isso era uma jornalista, que não teria seu espaço se a realidade fosse essa que ela estava sonhando. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Essa inversão de valores é muito perigosa, porque coloca em xeque toda a nossa condição, como se tivéssemos culpa dela, como se tivéssemos a procurado. O feminismo não produziu a dupla jornada, a sociedade produziu. Simplesmente porque a igualdade não é plena. Porque homens ainda têm menos obrigações. E porque as mulheres, de modo geral, ainda são criadas de modo que a vaidade se torna uma rotina que deve ser cumprida religiosamente, pois do contrário não há aceitação por parte dessa mesma sociedade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Mas ninguém é obrigada a aceitar isso. Comece aí na sua casa a fazer os homens ajudarem um pouquinho que seja, uma louça, uma cama para arrumar, um jantar para fazer de vez em quando. E se você não quiser pensar nisso, não se preocupe: o creminho de 2 minutos está aí para resolver seu problema de tempo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-8815429350390222176?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/8815429350390222176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=8815429350390222176&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/8815429350390222176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/8815429350390222176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/08/do-dia-internacional-da-igualdade.html' title='A do Dia Internacional da Igualdade Feminina'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-1414635758339800300</id><published>2009-08-20T12:38:00.002-03:00</published><updated>2009-08-20T19:09:17.171-03:00</updated><title type='text'>A do show do Chuck Berry</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://img.terra.com.br/i/2009/08/20/1297910-2367-cp.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 212px; height: 300px;" src="http://img.terra.com.br/i/2009/08/20/1297910-2367-cp.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p&gt;Atrás dos vendedores ambulantes de camisetas (e também de alguns cambistas) se escondia uma multidão de pessoas de todas as idades com o mesmo propósito: ver &lt;b&gt;Chuck Berry&lt;/b&gt;, nada menos que aquele que criou o rock'n'roll. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cheguei pouco antes das 21h30, horário marcado para o início do show, e sentei-me à mesa marcada. Sim, mesas, porque Chuck não tem mais 30, mas &lt;b&gt;82 anos&lt;/b&gt;, e seu show não poderia ter a mesma vibração da época em que lançou &lt;i&gt;Roll Over Beethoven&lt;/i&gt; – que, aliás, foi a música que abriu o show.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Confesso que quase me arrependi de ter gastado R$ 125,00 (meia-entrada na platéia 1 do Via Funchal) quando ele começou a tocar essa música muito mais lentamente do que aquela &lt;i&gt;Roll Over Beethoven&lt;/i&gt; que escuto quase todos os dias vindo para o trabalho. Mas sem nem chegar, o arrependimento foi embora no resto do show. Eu percebi que não estava ali pelas músicas. Eu tinha ido ver uma das poucas lendas da música que ainda estão vivas, e se ele subisse no palco, tocasse o solo da &lt;i&gt;Johnny B. Goode&lt;/i&gt; e fosse embora, o show já estaria pago. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A set list foi curta, mas incluiu os melhores clássicos do velhinho: &lt;i&gt;Sweet Little Sixteen&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Maybelline&lt;/i&gt; (tocada depois que alguém a gritou da platéia), &lt;i&gt;School Day&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Carol&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;My Ding a Ling&lt;/i&gt; (com um vocal cheio de graça e risada por parte de Chuck e também da platéia) e, por último, &lt;i&gt;Reelin' and Rockin'&lt;/i&gt;, quando ele chamou 12 meninas e 2 caras histéricos para dançar ao estilo rockabilly um tanto quanto improvisado ao lado dele. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É claro que não faltaram pedidos de músicas. Um cara atrás de mim gritou "&lt;i&gt;C'est&lt;/i&gt; &lt;i&gt;&lt;span&gt;La Vie!!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;", mas o nome da música é &lt;i&gt;You Never Can Tell&lt;/i&gt; – muito boa, por sinal. Uma pena o Chuck não ter entendido.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No final do show a platéia estava sedenta por &lt;i&gt;Johnny B. Goode&lt;/i&gt;:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;- &lt;i&gt;Do you want to hear Johnny B. Goode? You'll hear Johnny B. Goode - &lt;/i&gt;anunciou ele.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;/span&gt;E logo no primeiro solo ele percebeu que sua guitarra semiacústica estava desafinada. Começou a afiná-la de ouvido (óbvio), mas os roadies já começaram a correr lá atrás e entregaram a ele uma Fender Stratocaster verdona, linda, que deixou a galera ainda mais agitada. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E então ele tocou tudo aquilo que todos nós já ouvimos tantas vezes, inclusive no filme &lt;i&gt;Back to The Future&lt;/i&gt;, com Calvin Klein (ou Marty McFly, interpretado por Michael J. Fox) fazendo a Duck Dance em uma piada sobre Chuck Berry ter feito a música depois que seu primo Marvin o fez ouvir o que estavam tocando no baile &lt;i&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;Enchantment Under The Sea&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas vê-lo pessoalmente, tão perto, fazendo aqueles passinhos agora um pouco mais lentos e tocando o solo mais famoso do rock'n'roll foi indescritível. Uma emoção que só quem pega em uma guitarra ou em algum outro instrumento e tenta tocar um rock'n'roll sabe como é. O cara realmente é aquilo tudo. Uma lenda que nos faz ver nitidamente que, enquanto houver gente se empolgando com o bom e velho verso "&lt;i&gt;But&lt;/i&gt; &lt;i&gt;&lt;span&gt;he could play&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; &lt;i&gt;a&lt;/i&gt; &lt;i&gt;&lt;span&gt;guitar just like ringing&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; &lt;i&gt;a&lt;/i&gt; &lt;i&gt;&lt;span&gt;bell&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;", a boa música não morrerá.&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana; color: rgb(255, 255, 255); font-size: 11px; "&gt;&lt;table width="100%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="right" class="" style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; font-weight: normal; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;Foto: Terra/Stephan Solon/Via Funchal/Divulgação&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-1414635758339800300?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/1414635758339800300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=1414635758339800300&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/1414635758339800300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/1414635758339800300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/08/do-show-do-chuck-berry.html' title='A do show do Chuck Berry'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-8256489143259655216</id><published>2009-08-18T20:26:00.012-03:00</published><updated>2009-08-18T23:20:56.403-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desabafo-crônico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ônibus'/><title type='text'>A da Vida de Merda - parte 1</title><content type='html'>Conhece aquele site, o &lt;a href="http://www.vidademerda.com.br/"&gt;Vida de Merda&lt;/a&gt;? Eu passo horas lendo e dando risada, todos os dias, do povo coitado que coloca suas histórias lá. Mas parece que Deus me castigou e transformou a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;minha &lt;/span&gt;vida em uma merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou com a volta às aulas. Enfiei todo o material necessário em minha bolsa gigante &lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;(caderno, estojo, netbook pra fazer hora na biblioteca da FFLCH e o resto das coisas de sempre – marmitão, nécessaires, carteira, escova de cabelo, óculos escuros, etc, etc...)&lt;/span&gt;. Ou seja: a pobre bolsa ficou gordona e a pobre de mim ficou com as costas doendo porque pegou dois [micro]ônibus lotados sem nenhuma alma abençoada pra segurar a bolsa, só porque o tamanho dela era assustador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive um dia normal no trabalho, saindo às 17h em ponto porque não sabia exatamente onde pegar o ônibus pra ir até a USP. Acabei pegando sem grandes dificuldades, porque ele sai exatamente do terminal da Lapa. Fui sentada, mas passando mal por causa do calor e das poucas horas de sono na noite anterior&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;(minha pressão devia estar baixa e eu estava com dor de cabeça. Mas não, não era gripe suína, pode continuar lendo o texto sem risco de&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt; contaminação)&lt;/span&gt;. O trânsito estava ruim nas imediações da Marginal Pinheiros e Rua Alvarenga mas, vá lá, eu prometi ser boa aluna esse semestre, resisti à tentação de descer e pegar outro ônibus pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei na FFLCH às 18h e, pasmem, já tinha muita gente por lá. Fui até a lanchonete, comprei uns trequinhos, os engoli e fui pra biblioteca gastar o que o ICMS de vocês pagou em forma de banda larga. Fiquei lá à toa até as 19h15, porque a aula começava às 19h30. Fui até a sala marcada calmamente e avistei de longe um papel grudado na porta. Mas sou meio cega, tive que chegar mais perto pra conseguir ler:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;“A professora Maria Clara Paixão não dará aula hoje, 17/08, por motivo de doença. Favor pegar o programa na secretaria do DLCV e fazer sua ins&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;crição no &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(153, 51, 153);" href="http://moodle.org/"&gt;Moodle&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;“Qual é mes&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;mo o nome da minha professora de Filologia? Maria Clara? Gente, é Maria Clara!!” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.reprojecting.net/blog/2008/06/30/desespero3-full.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 168px; height: 212px;" src="http://www.reprojecting.net/blog/2008/06/30/desespero3-full.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pra res&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;umir a tragédia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;•    Eu tinha feito todo o sacrifício do mundo, carregado praticamente o mundo nas costas o dia inteiro;&lt;br /&gt;•    Passado mal dentro de um ônibus baforento;&lt;br /&gt;•    Pegado trânsito;&lt;br /&gt;•    Atravessado toda a porcaria do gramado “marijuanento” da FFLCH;&lt;br /&gt;•    Comido aquele salgado sem sal na lanchonete...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...pra absolutamente nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a professora estava doente pra mim estava claro. Eu só não entendi como alguém que conhece o Moodle não conhece &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E-MAIL&lt;/span&gt;! Eu ainda tinha fé que o tal e-mail acadêmico serviria pra alguma coisa algum dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio desolada, fui até a secretaria do DLCV pegar o programa, enquanto decidia se ficava ou não até as 21h para ter minha segunda aula.&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;“Ah, the hell com a segunda aula, vou pra casa mesmo.”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt; &lt;/span&gt;Chegando na secretaria, falei com a... secretária?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Oi, o progra&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;m&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a da Maria Clara... &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;br /&gt;[Ainda tava tentando me acostumar com aquele nome, me matriculei com ela há um século, quando ainda havia greve e a gripe suína era meramente estrangeira.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Ah sim, tá aqui. Não se esquece de matricular no tal do Moo... Moodle.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;[Ironia do destino: viro designer instrucional e perco uma aula pelo Moodle.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Tá bom. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ela &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;va&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;i ficar sem dar aula um tempo? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;[Já tava cogitando a possibilidade de ficar sem ir pra USP nas outras segundas-feiras. Vai que ela tinha pego a gripe...]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Não, segunda que vem ela já está aqui!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Ah. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;[Cara de decep&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;ç&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;ão]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi ligar pra casa e ver se alguma alma familiar caridosa podia ir me buscar. Eu moro perto da USP, mas aquilo lá é um buraco. Preciso pegar dois ônibus pra chegar em casa e o segundo é o inferno com 4 rodas. Só consegui falar com o meu pai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Ah, eu tô aqui esperando sua mãe, ela está em reunião, não sei que horas vai sair.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Oba! Vou pra casa de ônibus!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;- Me liga quando estiver chegando, a gente pega você no caminho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Tá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte que os ônibus da USP, naquele horário, não são tão cheios, e que o primeiro passou rápido. Sorte também que eu consegui, inexplicavelmente, por causa de um &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Buraco-de-minhoca"&gt;buraco de minhoca&lt;/a&gt;, talvez, pegar o segundo ônibus menos cheio. Mesmo assim, demorei meia hora pra percorrer uns 6km. É o milagre do transporte público de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_XsFE-9p0YZk/SHlOnPf2VgI/AAAAAAAAACo/RpMT6l271RE/s320/descabelada.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 146px; height: 126px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_XsFE-9p0YZk/SHlOnPf2VgI/AAAAAAAAACo/RpMT6l271RE/s320/descabelada.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pra resum&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ir&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; a tragédia II:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;•    Cheguei em casa às 20h, quando poderia ter chegado às 18h se não tivesse ido completamente à toa pra FFhellCH;&lt;br /&gt;•    Comi porcaria quando poderia ter comido comidinha caseira vegetariana;&lt;br /&gt;•    Estava com a cabeça estourando e ainda tinha um sapato pra trocar no shopping e um presente de no máximo 100 reais pra comprar mim mesma (acreditem, isso não é tarefa fácil).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui cumprir essas duas tarefas certa de que nada mais podia dar errado. E não deu mesmo, encontrei um sapato igual com meu número e uma mochila boazinha pra substituir a bolsa gorda. Era mais cara, mas a essa altura eu gastaria meu salário inteiro pra resolver isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, cheguei em casa feliz por pelo menos uma coisa não ter afundado naquele dia de trevas. Mal sabia o que me aguardava no dia seguinte...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-8256489143259655216?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/8256489143259655216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=8256489143259655216&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/8256489143259655216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/8256489143259655216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/08/vida-de-merda-parte-1.html' title='A da Vida de Merda - parte 1'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_XsFE-9p0YZk/SHlOnPf2VgI/AAAAAAAAACo/RpMT6l271RE/s72-c/descabelada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-354439869365988880</id><published>2009-08-11T20:21:00.007-03:00</published><updated>2009-08-11T22:02:46.859-03:00</updated><title type='text'>A do aniversário</title><content type='html'>Existem pelo menos quatro fases da vida que marcam as diferentes reações das pessoas quando completam mais um ano de vida. A idade e duração das fases varia de pessoa para pessoa, mas podemos delimitá-las mais ou menos assim:&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold; "&gt;Fase 1: Empolgação - dos 2 aos 19 anos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seja pelos presentes, seja por ganhar maturidade ou maioridade, a primeira fase é de frenesi completo em torno do dia do aniversário. A fase inclui contagem regressiva, lembrança constante aos familiares e amigos sobre a data e organização de comemorações com, pelo menos, 1 mês de antecedência. Quando a data chega, quem está na fase 1 acorda feliz da vida esperando os comprimentos, presentes e comemorações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Fase 2: Aceitação - dos 20 aos 29 anos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois que os presentes se tornam mais raros, que as comemorações são iguais todo ano e que a maioridade se revela causa de mais responsabilidade, menos diversão e mais contas, o aniversário é aceito como uma data normal. A pessoa na fase 2 chama os amigos mais próximos para uma "comemoraçãozinha, só para não deixar passar em branco", mas no fundo nem tem vontade de comemorar nada. Sabe que o dia será como outro qualquer e que mais um ano de vida não mudará nada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Fase 3: Negação - dos 30 aos 79 anos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chegam as rugas, as preocupações aumentam ainda mais, boas noites de sono são escassas, então quem é que quer fazer aniversário a partir dos 30? Por esses e muitos outros motivos a fase 3 é aquela em que é melhor esquecer o dia do próprio aniversário, dizer a quem perguntar que ele já passou e, aos que decoraram a data, que estará viajando a trabalho e não poderá comemorar nada. No dia de seu aniversário, a pessoa que está na fase 3 chega do trabalho e se tranca em casa para assistir novela, futebol ou um filme qualquer como se nada estivesse acontecendo. Comemoração mesmo só por insistência forte da família ou festinha surpresa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;Fase 4: Redenção - a partir dos 80 anos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sorte ou resultado de dedicação com a saúde, fazer 80 anos é, para o aniversariante da fase 4, uma baita vitória. E como já não há muito poder de escolha e decisão, os preparativos e a comemoração ficam por conta da família. Mas o aniversariante não se importa muito, pelo contrário, o que vier, a partir daí, é lucro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As descrições não são 100% precisas, mas posso garantir que na fase 2 os sintomas estão fielmente retratados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-354439869365988880?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/354439869365988880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=354439869365988880&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/354439869365988880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/354439869365988880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/08/do-aniversario.html' title='A do aniversário'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-781393580240146411</id><published>2009-08-03T15:34:00.009-03:00</published><updated>2009-08-04T16:42:02.340-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bizarro'/><title type='text'>A do exame médico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.quebarato.com.br/photos/big/D/C/22BDC_1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 94px; height: 172px;" src="http://images.quebarato.com.br/photos/big/D/C/22BDC_1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Já que mudei de emprego novamente, tive que me submeter de novo àquela burrocracia chata de sempre: cópias de mil documentos, resgate de fotos 3x4 que normalmente tiro, separo as que preciso e distribuo à família e ao namorado e, a parte mais chata: exame médico admissional.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nunca entendi a utilidade desses exames. Você chega lá, entrega seu RG, assina a guia, espera te chamarem, entra no consultório, responde algumas perguntas, o cara de avental mede sua pressão, ouve seus batimentos, assina o papel, carimba e te entrega desejando boa sorte, coisa e tal. Qualé, pra quê toda a perda de tempo? Eu tenho medidor de pressão em casa. Se é pelo estetoscópio, tenho certeza de que poderia arranjar um e assinar meu próprio "laudo médico" - leia-se assinalar "apto(a)" com um x.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porém, como ainda não tenho estetoscópio nem CRM, fui até a Xavier de Toledo fazer meu exame admissional. Era um prédio arrumadinho no meio daquela rua horrososa, bem do lado do metrô Anhangabaú. Fiz o procedimento de sempre: falei ao porteiro que iria até a clínica, entreguei minha CNH e dei um sorrisinho pra webcam na minha frente. Subi e fui até a sala 101, onde ficava a tal clínica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O chão era branco brilhante, com um cheiro absurdo de Pinho Sol. Na frente da porta, o "guiche 07"(sic), ao qual me dirigi.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Oi. Vim fazer exame pela Pearson.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tem algum papel aí?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eles disseram que enviaram por fax.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Me empresta seu RG?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Aqui.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Só aguardar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sentei num lugar perto do tal "guiche". Coloquei o fone de volta na orelha e fiquei observando as pessoas entrarem. Eram umas 13h30, parece que os médicos estavam almoçando, porque ninguém era chamado. E a mulher do "guiche 07" ainda tinha que me chamar para assinar a guia, que depois de 20 minutos de espera eu estava torcendo ferozmente para que ela tivesse achado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando ela finalmente me chamou, ainda tive que dizer qual era meu estado civil, onde nasci e qual seria meu cargo. Falei pausadamente:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Designer ins-tru-ci-o-nal júnior.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Assine aqui e aqui, por favor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conferi e ela tinha escrito o cargo corretamente. Ainda bem, só faltava ter que esperar mais 20 minutos para ela fazer uma nova guia. Assinei, peguei a senha (oh, Jesus, ainda tinha senha!) e voltei ao meu lugar. Não deu 3 minutos um cara gordinho de bigode e avental amarelado estava me chamando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Fernanda Rodrigues! Fernanda!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fui andando rápido atrás dele e entrei no consultório.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pode se sentar. Então, você vai trabalhar na Pearson Education do Brasil. Pearson Education. Como designer... designer instru... what the hell is that?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Designer instrucional.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, designer instrucional? Hum, designer instrucional. Pearson Education. Escola de inglês, né? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não, é uma editora. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah sim, editora! É que tem uma outra que tem uns dicionários, uns livros de inglês, uns dicionários que você vai lá - ele falava e colocava o medidor de pressão no meu braço -, não lembro o nome dessa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Longman?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Isso, Longman!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É da Pearson também.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Isso, Longman! E Penguin! Que tem uns livrinhos de inglês bem facinho... isso mesmo, Longman. Então, designer... você vai fazer as capas, colorir, fazer as capas dos livros, né?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não, não, vou projetar cursos online.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, cursos online! Que interessante! Sabe, tem um amigo meu que está aprendendo italiano. Ele está há meses, meses!, na primeira lição do livro. Há meses na primeira lição, veja só que coisa! E não adianta, ele passa um tempão fazendo e não aprende nada. Porque não adianta ter o melhor livro do mundo. Você dá um livro pra ele e pergunta: "gostou desse?", ele fala "não". E desse aqui? "não". Então não adianta, não importa o livro se a pessoa não interesse!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Uhum. - Já estava ficando sem paciência com o velho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- As meninas aqui estão fazendo inglês. Você fala inglês, né? - Ele ameaçava riscar a ficha e nunca riscava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Uhum.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então, elas querem falar também, estão fazendo aula e tudo mais. E outro dia eu perguntei: "estão estudando inglês?" e elas disseram: "não, estamos de férias." Mas imagina, estão de férias! Para aprender inglês você tem que praticar, não importa se está ou não de férias. Tem que ir lá no livro, ver o vocabulário, lembrar, voltar e ir revendo tudo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Uhum.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Porque não adianta, Fernanda, se a pessoa não tiver interesse, não há design que chegue! Não há design que chegue!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O sorrisinho simpático que eu tinha no começo já tinha ido embora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Porque inglês engana a gente. Em português a gente tem 4 artigos. Em inglês tem só um! Aí o cara vai lá naquele Yahoo, Yahoo Answers... conhece esse?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Uhum.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então o cara vai lá e fala que quer traduzir "carecão" para o inglês em uma palavra só. Não dá, não é igual português! Que nem, que nem "um amigo". Você não vai traduzir para "one friend", numeral. Tem que ser "a friend", mas o pessoal não entende. E se não tem interesse em aprender, não tem, não tem design que chegue!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É. - Impaciente, já pegando a bolsa na outra cadeira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então tá aqui, Fernanda, vou assinar aqui, porque o importante é você se sentir bem, né? O importante é se sentir bem e ir em frente. E você eu tenho certeza que está bem, né?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim! Sim, claro!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então é isso aí. Esse papel vai para a Pearson e você pode entregar para eles e dizer que está tudo bem. Porque o importante é você se sentir bem, o resto é resto. Então boa sorte na Pearson!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Obrigada, doutor. - Praticamente arranquei o papel da mão dele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nem acreditei! Um exame admissional com 20 minutos de duração! Sem perguntas sobre a última vez em que fiquei menstruada, meu peso e altura, nada disso. Nem sei se minha pressão estava normal, porque ele mediu enquanto falava e sequer parou um minuto. Incrível como médicos podem ficar realmente carentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da próxima vez vou entrar com cara de bem (mais) mau-humorada e adiantar que estou com pressa e que parei o carro na contra-mão. Claro que ele iria fazer alguma piadinha sobre meu tamanho e o fato de já ter habilitação, mas seria melhor do que aguentar todo o papo sobre o cara que não consegue aprender italiano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-781393580240146411?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/781393580240146411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=781393580240146411&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/781393580240146411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/781393580240146411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/08/do-exame-medico.html' title='A do exame médico'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-321113477059001374</id><published>2009-07-30T15:22:00.002-03:00</published><updated>2009-07-30T15:28:01.239-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>A da oportunidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_MzevJ6JV1Qw/STGd5Q7ixfI/AAAAAAAAAWQ/yPVh_0J727g/s400/boa_sorte.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 95px; height: 101px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_MzevJ6JV1Qw/STGd5Q7ixfI/AAAAAAAAAWQ/yPVh_0J727g/s400/boa_sorte.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A vida é feita de oportunidades&lt;/span&gt;". Atire a primeira pedra quem nunca se identificou com essa frase clichê, mas tão verdadeira. Oportunidade é o que move todos os dias de nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer ver como é verdade? Você provavelmente começou a andar por causa de uma oportunidade - de alcançar a chupeta que caiu no chão, de chamar a atenção de seus pais ou mesmo de fazer alguma coisa diferente em seu dia-a-dia maçante. Andar foi a oportunidade que você encontrou para mudar alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi também em busca de uma oportunidade que você foi se sentar ao lado daquela pessoa, entrou naquele grupo de Feira de Ciências ou foi viajar para aquele lugar. E, por que não, foi para ter uma nova oportunidade que você saiu correndo do seu atual trabalho para fazer uma entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da oportunidade nasceu a América - Canadá, Estados Unidos, Brasil e todo o resto. Foi também por causa dessa palavra maldita que Hitler matou  milhares de judeus e que milhares de pessoas passam fome na África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas que arriscam a vida por uma oportunidade, atravessando fronteiras, viajando pra lugares isolados ou lançando-se em alguma favela do Rio de Janeiro. Com 18 anos, você gastou algo em torno de R$ 100,00 para pagar taxas e mais taxas de vestibular - e, nesse caso, o investimento pode ter sido bom ou ruim, mas isso é o que menos importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que eu não estaria aqui sem minha oportunidade em vista, nem você sem a sua. A primeira é a tentativa de escrever algo útil, a segunda a de ler algo que lhe agrade ou desagrade (para que você tenha o que comentar). E uma coisa é certa: nenhuma oportunidade é nula, sem resultado. Se for, não é oportunidade. É perda de tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-321113477059001374?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/321113477059001374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=321113477059001374&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/321113477059001374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/321113477059001374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/07/da-oportunidade.html' title='A da oportunidade'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_MzevJ6JV1Qw/STGd5Q7ixfI/AAAAAAAAAWQ/yPVh_0J727g/s72-c/boa_sorte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-843035277404291333</id><published>2009-07-27T15:31:00.008-03:00</published><updated>2009-07-27T15:42:54.627-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desabafo-crônico'/><title type='text'>A da feiura</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_wjy-gHQ9cds/ShdL0v1RhlI/AAAAAAAAAH8/NtQjjGyfZ-I/s320/feio1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 108px; height: 128px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_wjy-gHQ9cds/ShdL0v1RhlI/AAAAAAAAAH8/NtQjjGyfZ-I/s320/feio1.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Conheço um escritório aí em que existe a maior população de homens feios do estado de São Paulo. Juro por Joey Ramone. É tudo nerd caspento, catarrento e, ainda por cima, chato. Do jeito que esse blog vai, eu já espero os comentários arremessando as pedras, mas tenho que dizer: ô gentarada feia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, para deixar bem claro que eu não vivo só de aparência, posso dizer que tentei conversar com as peças, até mais de uma vez. Mas essa população nerd é tão carente, tão carente, que queria conversar até quando eu nem estava falando diretamente com ela. Resumindo: queriam se meter na conversa, achando que eu era boazinha e não ia ligar. E, além de se meterem com um ou outro comentário, queriam contar história, pedir  opinião. Ah, não. Cortei relações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que mais me intriga é que esse pessoal consegue casar. Se eu fosse solteira, com certeza estaria em depressão profunda. Porque se um caspento namora e um catarrento casa, se reproduz e constitui família, eu, que sou limpinha e assôo o nariz direitinho, teria motivo pra Prozac na certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja porque a mulherada tá muito em desespero. Só pode ser. Tem muita mulher nesse país, muito homem pobre, a área de TI dá uma graninha razoável... é, deve ser. Mas gente, pensem nos filhos de vocês! Mesmo que você seja a Scarlet Johanson, as chances de nascer um &lt;a href="http://leonardoace.files.wordpress.com/2008/04/feliz.jpg"&gt;tiozinho do outdoor da revista Trip&lt;/a&gt; são gigantescas - e por essas vocês podem ter uma ideia do tipo de feiura que estou falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, falando sério: não tenho nada contra a classe desfavorecida de beleza. Sei que faço parte dela também. Só que usar um &lt;a href="http://www.onofre.com.br/onofre/upload/produtos/ia/282669.JPG"&gt;Clear&lt;/a&gt;, ir ao dermatologista, dentista etc. não faz mal a ninguém. Ah, e desodorante, né gente? Perfume, se possível. Mas desodorante é o mínimo. Cecê, já basta o que eu sinto no busão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-843035277404291333?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/843035277404291333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=843035277404291333&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/843035277404291333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/843035277404291333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/07/da-feiura.html' title='A da feiura'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_wjy-gHQ9cds/ShdL0v1RhlI/AAAAAAAAAH8/NtQjjGyfZ-I/s72-c/feio1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-5997629759735693402</id><published>2009-07-20T14:29:00.012-03:00</published><updated>2009-07-20T16:01:59.983-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bizarro'/><title type='text'>A do Dia do Amigo, do homem na Lua e outras histórias</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_uc6Ih5xM8wo/SmS7igmveQI/AAAAAAAAAEk/e0vBoF_HE0w/s1600-h/siberia.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 137px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_uc6Ih5xM8wo/SmS7igmveQI/AAAAAAAAAEk/e0vBoF_HE0w/s200/siberia.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360615658020108546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Depois do Dia do Homem (que me pegou completamente de surpresa e não me deu tempo para fazer um post especial), hoje é dia de comemorar o Dia do Amigo. Mesmo achando essas datas comemorativas um tanto quanto banalizadas, principalmente no âmbito comercial, fiz questão de mandar um Feliz Dia do Amigo para alguns dos meus e só depois fui ver que a data tinha sido adotada primeiro na Argentina, devido à chegada do homem na Lua. Sim, eu sei que não faz sentido, mas o país da gripe suína fez alguma coisa, enfim. As empresas de cerveja é que deviam agradecer aos argentinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então hoje, 20 de julho de 2009, a chegada do homem à Lua completa 40 anos. E olha, amigo, acho que nenhuma outra história rendeu tanto quanto essa. Se você for lá na sua barrinha do Google e digitar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;homem lua&lt;/span&gt;, vai achar uma infinidade de sites com a maior variedade de informações sobre esse assunto. Um deles chama bastante a atenção (é o segundo da lista, ficando atrás apenas das notícias): &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;a href="http://www.afraudedoseculo.com.br/"&gt;www.afraudedoseculo.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Trata-se do site de um brasileiro que tem um livro "em processo de desenvolvimento" chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Fraude do Século&lt;/span&gt; e nos dá uma "palhinha" sobre suas constatações. O currículo do autor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Formado em Processamento de Dados e Administração de Empresas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como consultor de informática, escreve matérias de informática para vários jornais do Estado de Minas Gerais, já tendo atuado também como colaborador e revisor de um dos livros do professor Pasquale Cipro Neto."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style=";font-family:'Arial','sans-serif';font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-family:'Arial','sans-serif';"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Portanto ele é um PD-ADM-revisor do Pasquale, mano! Acho melhor não comentar mais nada a respeito da formação do rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto publicado no site é bem grande, por isso não vou descrevê-lo aqui, mas você pode dar uma olhada e tirar suas próprias conclusões. De tudo o que ele descreve lá, a única coisa que me deixou com a pulga atrás da orelha foi o sumiço da fita original da NASA. Eu, que tive a oportunidade de visitar a as instalações da NASA em Cabo Canaveral no início desse ano mesmo e vi com meus próprios olhos como as coisas por lá são &lt;span style="font-style: italic;"&gt;neatly&lt;/span&gt; organizadas e seguras, confesso que achei essa história um pouco estranha também. O resto é coisa de soviético com dor de cotovelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o local onde teria ocorrido a farsa da chegada à Lua, o dono do site menciona:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Agentes do governo dos Estados Unidos poderiam ter levado os astronautas e alguns auxiliares a um treinamento secreto no Deserto de Nevada, Estados Unidos, que, em vários locais, tem uma enorme similaridade com a aparência das fotos que teriam sido tiradas na Lua."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo mês em que fui à NASA, passei pelo tal Deserto de Nevada e posso assegurar que, fora a desolação completa, não tem nada a ver com a Lua. O solo não é arenoso como o da Lua parece ser. É duro e seco. É um catingão parecido com o que temos no Nordeste e em parte do Tocantins, com vegetação baixa e às vezes com cactos gigantescos, do tamanho de árvores. &lt;a href="http://www.artismax.net/artwork/absolute%20desert.jpg"&gt;Veja mais ou menos como é&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para encerrar, deixo o meu conselho a esse rapaz do site e às outras pessoas que, em pelo século XXI, após inúmeras missões espaciais terem ocorrido com sucesso, ainda acreditam que a chegada à Lua é balela: saiam da Sibéria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-5997629759735693402?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/5997629759735693402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=5997629759735693402&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/5997629759735693402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/5997629759735693402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/07/dia-do-amigo-homem-na-lua-e-outras.html' title='A do Dia do Amigo, do homem na Lua e outras histórias'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_uc6Ih5xM8wo/SmS7igmveQI/AAAAAAAAAEk/e0vBoF_HE0w/s72-c/siberia.png' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-2186049034831848860</id><published>2009-07-14T21:27:00.006-03:00</published><updated>2009-07-15T11:05:34.362-03:00</updated><title type='text'>A do workshop</title><content type='html'>Sempre odiei autoajuda. Paulo Coelho, Quem Mexeu no Meu Queijo e derivados sempre me causaram aquela &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_hFuyBgXLfM8/SclygmEiykI/AAAAAAAABA4/SKmLIKizgIc/s320/cara-de-nojo.jpg"&gt;cara de limão&lt;/a&gt; irreparável. Por isso quando soube que ontem participaria de um workshop sobre inovação, já pensei num tiozinho gritando "Yes we can!" lá na frente, repeti a referida cara e, como não havia remédio, fui em direção ao evento, tentando ficar feliz por ter pelo menos um assunto pro blog.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me surpreendi. O negócio foi bom! O professor era um cara da FIA, uma fundação da FEA-USP (o que contribuiu para que eu fizesse aquela cara), mas trouxe exemplos super interessantes de inovação. Claro que o cara não falou nada que já não soubéssemos. Mas, no fim, propôs uma atividade interessante chamada "brainwriting". Colocou uma questão sobre a nossa empresa, pediu 3 soluções e recolheu nossas folhas. Depois, embaralhou tudo e entregou novamente,  para que completássemos ou escrevêssemos novas ideias baseadas nas ideias das outras pessoas. Repetiu isso uma vez e depois separou as pessoas em grupos, para que elegêssemos uma ideia e explicássemos porque ela era boa, porque nunca colocamos em prática antes, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado final foi muito bom, porque as pessoas não se sentiram intimidadas e falaram tudo o que pensam (alguns até demais), propondo soluções bastante inteligentes. E eu, que cheguei na empresa há pouco mais de um mês, já tive uma ideia durante o workshop e saí confiante de que posso trabalhá-la para que ela dê certo - leia-se: seja premiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, foi um ótimo exemplo de que vale a pena investir em coisas como essa numa empresa. Apesar do meu preconceito, tenho que admitir que se o negócio for bem conduzido pode dar bons resultados. Só não me venham com papinho de O Alquimista - persiga seus sonhos; a solução sempre está ao seu lado, basta ver; blablabla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois eu fiquei pensando quanto o cara vai ganhar pelos 3 dias que ficará aqui dando esse workshop. 10 mil? 15 mil? Eu tenho que começar a investir nessas coisas, minha gente! Vou fazer um mestrado qualquer e depois dar workshops sobre redação empresarial, acordo ortográfico e cia. Que academia que nada, bom mesmo é o dinheiro no bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;[&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RZOclxJV-jM/SLdRUpho00I/AAAAAAAAAnk/-KzxkcIrycw/s400/mallandro1.JPG"&gt;Ráááááá!&lt;/a&gt;]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-2186049034831848860?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/2186049034831848860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=2186049034831848860&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/2186049034831848860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/2186049034831848860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/07/do-workshop.html' title='A do workshop'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-9067649342047278583</id><published>2009-07-13T10:01:00.011-03:00</published><updated>2009-07-13T14:48:13.235-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='null'/><title type='text'>A do nada</title><content type='html'>Fui procurar alguma coisa sobre a qual eu pudesse escrever aqui. Pensei nos lugares que fui no feriado e só lembrei do diálogo que presenciei no escuro do cinema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- João, cadê você?&lt;br /&gt;- Aqui!&lt;br /&gt;- Aqui onde?&lt;br /&gt;- Aquiiii!&lt;br /&gt;- Mas cadê?&lt;br /&gt;- Tô aquiiii!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei que faltava recheio - além de ser extremamente sem graça e pastelão - por isso logo abandonei a ideia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei então do casal brigando na terça passada, no Outs:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele: - Vou no banheiro.&lt;br /&gt;Ela: - Vai nada, vai ficar aqui. Vê se se comporta.&lt;br /&gt;Ele: - Mas eu quero fazer xixi!&lt;br /&gt;Ela: - Quer nada, você quer é arranjar confusão! Fica aqui. E nunca mais me traz em show de Ramones!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também cheguei à conclusão de que seria, mais uma vez, muito pouco para uma crônica. &lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;(Além de tocar em um acontecimento que já foi bem aclamado e enxovalhado aqui.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que assunto nunca falta. Michael Jackson, Sarney, morte da trava que o Ronaldo pegou, tudo está aí para ser abordado e detalhado das mais diversas maneiras. Mas eu não encontrei nada que pudesse realmente ser assunto de uma boa crônica, seja ela engraçada ou estilo "tapa na cara"- que toca e assusta.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Tp4J8NPyizQ/SBjWG7AC2tI/AAAAAAAAAOY/YhuleTD2KS4/s400/NADA.bmp.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 178px; height: 148px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Tp4J8NPyizQ/SBjWG7AC2tI/AAAAAAAAAOY/YhuleTD2KS4/s400/NADA.bmp.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei da palavra que abre o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Grande Sertão: Veredas&lt;/span&gt;: "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nonada&lt;/span&gt;". De todo o livro, esse é o neologismo que mais gosto. Nonada. É mais que nada, muito menos que tudo. É vazio. É nonada. E eu estava totalmente nonada de ideias para um texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a pensar no nada. Nada é tão difícil de definir... É sem definição e ao mesmo tempo a negação de todas as definições do mundo. Como uma mãe explicaria a uma criança o que é nada? Acho que já nascemos sabendo o que é. Nonada a gente só aprende depois de ler Guimarães Rosa. Mas nada deve estar lá na nossa cabeça desde sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, tanto está na nossa cabeça sempre que, vira e mexe, o nada volta a nos atormentar. Nessas horas parece que ele quer atenção, quer ser o assunto. E consegue, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não reclamo. Ao contrário, agradeço ao nada por encher este blog do mais puro niilismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-9067649342047278583?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/9067649342047278583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=9067649342047278583&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/9067649342047278583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/9067649342047278583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/07/do-nada.html' title='A do nada'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Tp4J8NPyizQ/SBjWG7AC2tI/AAAAAAAAAOY/YhuleTD2KS4/s72-c/NADA.bmp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-5810639130377231485</id><published>2009-07-08T09:09:00.008-03:00</published><updated>2009-07-08T13:28:38.033-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>A do show do CJ Ramone</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.bubblegumattack.net/images/noticias/501.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 251px; height: 189px;" src="http://www.bubblegumattack.net/images/noticias/501.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ontem eu fui no Outs para ver um show do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CJ Ramone &lt;/span&gt;(segundo baixista dos Ramones e pra mim o melhor). Já tinha muito tempo que queria ver um show dele. Ele veio outras vezes ao Brasil com suas outras bandas, mas eu não tinha idade e/ou dinheiro suficiente pra ir aos shows. Então ontem era um momento especial, porque quem tem de 18 a 25 anos e é fã louco de Ramones como eu não teve a oportunidade de ver a banda toda quando eles vieram ao Brasil pela última vez em 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era de se esperar de um show de um Ramone, o local era pura euforia. Devia ter umas 1.000 pessoas numa casa que suporta umas 500, ou seja, cada pessoa tinha em média 70 cm² para ocupar - uma verdadeira falta de respeito tanto com o público como com o CJ. Pessoas pequenas como eu seriam certamente esmagadas no início do show se não fossem os namorados-guarda-costas. E, para ferrar de vez, o CJ abriu com &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=G7FdJajqxmU"&gt;Blizkrieg Bop&lt;/a&gt;, a única música que até quem nunca ouviu falar de Ramones conhece (chamada por esses de "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hey Ho Let's Go&lt;/span&gt;").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O empurra-empurra foi um terror. Sobrou cotovelada e pisão pra todo mundo que tava nas primeiras 10 fileiras. E, nessas horas super-propícias, sempre tem &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_jeWFg_4bJ4A/SL0XahGPAMI/AAAAAAAAAHo/P8uBZJ7mIWE/s320/bo%C3%A7a.jpg"&gt;um garoto legal, um garoto bacana&lt;/a&gt;, que resolve puxar o V3 do bolso, ligar pro amigo tiozão que ficou em casa vendo Casseta e Planeta e falar: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meu, você não sabe o eu to ouvindo agora, meu! O CJ Ramooone, meu!!&lt;/span&gt;", apontando o celular pro palco pro tiozão ouvir a música. Esse aí levou bem uns 10 socos nas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, o show foi excelente. Um dos melhores que já vi, desconsiderando a hiperlotação do lugar. O CJ está super em forma, cantando e tocando bem como sempre. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Daniel Rey&lt;/span&gt; mandou muito bem na guitarra. O ponto alto do show, pelo menos pra mim, foi a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=lUwDX84JDbg"&gt;Poison Heart&lt;/a&gt;, uma das minhas músicas preferidas e que foi muito bem tocada pela banda. A galera cantou a música toda na maior empolgação e eu, que já tava anestesiada de tanta cotovelada que levei, deixei de ligar pro empurra-empurra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ao final, apareceu o Supla pra cantar &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=L6GzVCYqoyY"&gt;Pet Sematery&lt;/a&gt;. O cara leva a música da Joan Jett bem a sério: não tá nem aí pra má-reputação. Chegou escoltado pelos seguranças pouco antes do show do CJ começar em meio a gritos de "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Supla filho do putaaa!&lt;/span&gt;" (o que se encaixa sempre muito bem) e foi pro backstage com sua &lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2008/01/48_1645-supla.JPG"&gt;cabeleira loura a la Ana Maria Braga levou choque de 10.000 wats&lt;/a&gt;. Cantou mal e com um sotaque que dava vergonha:"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ai &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;john &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;uanth to livi mai laif agee-eein&lt;/span&gt;". Assim que acabou a música, o pessoal do fundo começou a agitar um "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ei, Supla, vai tomar no cu!&lt;/span&gt;" e o negócio pegou. Repetiram até o cara sair do palco e o CJ começar outra música, para o alívio de todos. Foi a parte mais divertida do show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acabou, por volta das 23h30, já estávamos do lado da porta e saímos em disparada antes que o resto da manada nos atropelasse. É claro que eu queria ir lá tietar o CJ, mas pelo tamanho do segurança do lado do palco, seria impossível. Tive que me conformar com algumas fotos tremidas que tirei dele. Ele encerrou com um "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;See you next year&lt;/span&gt;", o que é definitivamente uma boa notícia pra todos os fãs de Ramones. Só vamos esperar que da próxima vez os produtores tenham aprendido a lição e façam em uma casa maior, num sábado e com &lt;a href="http://www.myspace.com/sluggsrock"&gt;Sluggs&lt;/a&gt; abrindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-5810639130377231485?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/5810639130377231485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=5810639130377231485&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/5810639130377231485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/5810639130377231485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/07/do-show-de-ontem.html' title='A do show do CJ Ramone'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-9014840163458812491</id><published>2009-07-06T08:25:00.011-03:00</published><updated>2009-07-06T11:14:54.251-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bizarro'/><title type='text'>A do cabeleireiro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uc6Ih5xM8wo/SlIE7w1KMdI/AAAAAAAAADw/HVOZlDW6SKo/s1600-h/cabe.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uc6Ih5xM8wo/SlIE7w1KMdI/AAAAAAAAADw/HVOZlDW6SKo/s200/cabe.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355348331663602130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dia desses me submeti a um &lt;a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;q=escova+progressiva&amp;amp;btnG=Pesquisa+Google&amp;amp;meta=&amp;amp;aq=f&amp;amp;oq=escova+progressiv"&gt;procedimento chatíssimo&lt;/a&gt; no cabeleireiro e - que maravilha - esqueci de levar um livro. Depois de o cabeleireiro insistir várias vezes, acabei aceitando "uma revista", rezando para que fosse pelo menos uma Veja (pra vocês verem até que ponto eu cheguei). Veio uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;QUEM &lt;/span&gt;- uma não, duas - e eu ainda tinha umas 2 horas pra me divertir com elas. Resolvi folhear leeentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a dar risada com as fotos e suas respectivas legendas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Claudia Gimenez&lt;/span&gt; toma caipirinha.&lt;br /&gt;Foto da mulher feliz e contente com o copo na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bruno Gagliasso&lt;/span&gt; e sua inseparável boina.&lt;br /&gt;Foto do cara com sua boina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Fernanda Lima&lt;/span&gt; passeia com os gêmeos.&lt;br /&gt;Foto da mulher com seus filhos na praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo seguia mais ou menos dessa forma: foto besta, legenda idiota. É claro que os artistas não têm culpa nenhuma, estão ali levando suas vidinhas como eu e vocês (só que com mais dinheiro). Mas e daí que a Claudia Gimezes toma caipirinha, que o Bruno Gagliasso usa boina e a Fernanda Lima passeia com os filhos? O que tem de interessante nisso tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor mesmo veio na entrevista com o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tremendão&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Erasmo Carlos&lt;/span&gt; dizia que ainda é namorador, que tinha um quarto de motel dentro de casa, que nunca tomou viagra mas que tomaria se necessário, que fazia surubas quando estava na Jovem Guarda, entre outras preciosidades. Ah sim, a entrevista tinha o pretexto de falar sobre o novo disco dele, que está mais "roqueiro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma parte da entrevista a repórter perguntou se ele era machista. Ele respondeu que a geração  dele foi criada assim, que homem tinha que ser macho, não podia chorar, etc. Fiquei pensando quantos "tremendões" ainda temos por aí, quantos homens de 45 a 50 anos não são machistas com essa mesma desculpa: "isso vem criação". É verdade que cada um é do jeito que foi criado? Ou a pessoa é criada de um jeito e "aceita", digamos assim, aquilo que mais acha correto? A criação de toda uma geração é pretexto para machismo? A geração atual ainda é criada como o Erasmo Carlos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as perguntas pairavam sobre minha cabeça, o cabeleireiro me chamava para lavar o cabelo. Fechei a revista e fui, esperando que a lavagem fosse &lt;a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;q=lobotomia&amp;amp;btnG=Pesquisa+Google&amp;amp;meta=&amp;amp;aq=f&amp;amp;oq="&gt;a mais profunda possível&lt;/a&gt; e que eu esquecesse de tudo o que li naquelas 2 horas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-9014840163458812491?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/9014840163458812491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=9014840163458812491&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/9014840163458812491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/9014840163458812491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/07/do-cabeleireiro.html' title='A do cabeleireiro'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_uc6Ih5xM8wo/SlIE7w1KMdI/AAAAAAAAADw/HVOZlDW6SKo/s72-c/cabe.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-4301510240211009367</id><published>2009-06-30T21:00:00.008-03:00</published><updated>2009-07-01T09:38:57.001-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bizarro'/><title type='text'>A do CQC na USP</title><content type='html'>Foi ao ar ontem, no CQC, uma matéria feita pelo Danilo Gentili sobre a greve na USP. Quem quiser pode assisti-la aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/z62YtxisyKg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/z62YtxisyKg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente eu gosto das matérias do CQC. De verdade. Mas essa foi uma das reportagens sobre greve na USP mais ridículas que vi nesses últimos 56 dias, superando até as do SPTV&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;. Sintetizar em 6 minutos a divisão entre greve e anti-greve que existe (e sempre existiu) na USP é tarefa complicada, é verdade. Mas o Danilo e sua produção sequer se esforçaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;*Não se preocupe, Datena, o 1º lugar ainda é seu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, expuseram um estudante agredido ao ridículo. Como o próprio estudante menciona, existem mesmo vídeos que mostram agressões de grevistas contra anti-grevistas, assim como existem vídeos da PM agredindo os grevistas também. Não dá para fazer piada em cima de agressão, sinto muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo: quem foi que disse que quem é a favor da greve é estudante de Humanas? Fazer o cara do IME dizer que FFLCH, ECA, FE e cia. são a favor da greve só amplia ainda mais o racha que existe na USP entre Humanas e Exatas e generaliza completamente uma realidade que nunca foi essa. A FFLCH, por exemplo, em sua maioria, não apóia as greves. Simplesmente não se mobiliza contra elas. E, se parte daqueles que são contra as greves decide participar das assembleias, são obrigados a aguentar horas e horas de blablabla até que se chegue finalmente a uma votação - que é refeita na semana seguinte e na seguinte, até que grevistas vençam pelo cansaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos leva ao terceiro fato: os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;flash mobs&lt;/span&gt; que surgiram esse ano na USP, chamados de "greve da greve", são de fato movimentos bem mal organizados e vazios do ponto de vista argumentativo, mas ao menos existem. Em 2007 milhares de alunos contra a invazão medonha da reitoria nada fizeram, pelo menos esses alunos resolveram fazer algo esse ano. Ainda que algo no estilo Malhação, já é um começo. Quem sabe em 2011 esse pessoal não faz um manifesto ou algo parecido, não combina todo um discurso e faz faixas maiorzinhas para aparecer bem na mídia, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final, quando Rafinha Bastos e Professor Tibúrcio comentam a matéria, disseram não entender o fato de estudante fazer greve. Afinal, de que lado eles ficaram? Primeiro quem é contra greves é feito de bobo, depois quem é a favor é retardado. Parece que quem trabalha no CQC também não entende muito de lógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É realmente triste que formadores de opinião tentem ridicularizar cada vez mais a já ridícula situação da USP. E é triste também ver que tudo sempre começa do mesmo jeito: "A universidade mais importante do país..."Sim, a USP é a mais importante, aquela com maior número de funcionários, docentes, cursos, prédios, partidos políticos e sindicalistas que se organizam em seus meses de reajuste em prol de míseros &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6,5%&lt;/span&gt; de reajuste salarial. Isso não vai mudar. Mas parece que todo mundo, principalmente a reitora, quer ver o circo pegar fogo. Taca a PM lá, a Globo, a Band, a Rede TV... vai, entra todo mundo e faz a matéria que quiser, mostra que estudante da USP é tudo babaca mesmo, que não paga e não quer ter aula, que quem quer ter aula é nerd imbecil, vai... No final a gente dá risada, faz uma assembleia e decide &lt;a href="http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI3851684-EI8266,00.html"&gt;voltar ao normal&lt;/a&gt;&lt;a href="http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI3851684-EI8266,00.html"&gt; como se nada tivesse acontecido&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-4301510240211009367?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/4301510240211009367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=4301510240211009367&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/4301510240211009367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/4301510240211009367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/06/do-cqc-na-usp.html' title='A do CQC na USP'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-7875038436938405720</id><published>2009-06-27T23:46:00.011-03:00</published><updated>2009-06-28T01:01:34.275-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bizarro'/><title type='text'>A do Fim do Mundo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_uc6Ih5xM8wo/SkbqwPA228I/AAAAAAAAADg/rXWYNdrRuFs/s1600-h/big+bang.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 150px; height: 121px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_uc6Ih5xM8wo/SkbqwPA228I/AAAAAAAAADg/rXWYNdrRuFs/s200/big+bang.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352223321561160642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes o Fantástico já noticiou alguma coisa relacionada ao Fim do Mundo? A primeira vez (ao menos a que eu presenciei) eu me lembro bem: 9/9/1999. Eu estava na 5ª série e eu e meus coleguinhas adorávamos fazer as piadinhas sobre a data.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Professora, marca essa prova aí pro dia 9!&lt;br /&gt;- Tchau, Fulano, até amanhã! Eu acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que na época tinha a maior graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é: todo mundo sabe que esse mundo não acaba enquanto Obama não declarar a paz no Oriente Médio, os Estados Unidos não &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=DILsDQIDU2M"&gt;concordarem com o aquecimento global&lt;/a&gt; e enquanto a ONU não tombar a Dona Mariza como patrimônio histórico da humanidade. Mas acreditem, ainda tem gente que bate o pé na história de que o fim do mundo está próximo. E tem data certa novamente: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;21/12/2012&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que dessa vez o Fantástico não falou nada sobre o fim do mundo. Na verdade, deve ter falado, mas hoje em dia eu não assisto mais televisão. E como nessa vida tudo é digital, o Fim do Mundo tem site próprio: &lt;a href="http://www.fimdomundo2012.com/"&gt;www.fimdomundo2012.com&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu resolvi dar uma olhadinha só por curiosidade, mas tem muita, muuuita coisa pra olhar e o site parece ter sido feito por um neanderthal e seu FrontPage, então fica realmente difícil. Mas uma olhadinha superficial já é suficiente para nos divertir nessa madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;A explicação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"(...) O mesmo calendário &lt;/span&gt;[maia] &lt;span style="font-style: italic;"&gt;prevê uma mudança radical para o solstício de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;inverno&lt;/span&gt; (verão no hemisfério sul) de 2012. Em 21 de dezembro de 2012 acontecerá um fato que mudará o nosso planeta da forma que conhecemos. Terceira Guerra Mundial, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Crise Econômica&lt;/span&gt; se transformando em Depressão Econômica Mundial, Cometa, Planeta, Nova Ordem Mundial? Só Deus sabe!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, qualquer um que tem mais de 10 anos sabe que os maias eram do hemisfério sul. Por que raios eles previram uma mudança para solstício de inverno se qualquer um que vive no hemisfério sul chama essa data de solstício de verão? Mas bom mesmo é ver que o site é bem atualizado. Já tem a crise econômica no meio. Analistas dizendo que a economia está se recuperando? Balela! Vai ser uma depressão mundial. Ou cometa. Ou planeta (???). Ou nova ordem mundial. Só Deus sabe mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;Numerologia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Você já olhou para o relógio e ele estava marcando 11 horas e 11 minutos? Os numerologistas acreditam que os eventos ligados ao 11:11 aparecem com mais freqüência que a probabilidade, enquantos os críticos acreditam que é apenas uma simples coincidência."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi a minha preferida. Sim, porque numerologia é o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;core business&lt;/span&gt; do fim do mundo, então nada mais justo do que dedicar um certo tempo a isso. Alguém aqui já olhou no relógio e ele estava marcando 11h11? Eu não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 51, 153);"&gt;O aviso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Este site não tem a intenção de gerar pânico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nosso objetivo é entender o que pode acontecer em 2012 e como nós poderemos nos &lt;/span&gt;[arrrght!]&lt;span style="font-style: italic;"&gt; preparar se as previsões de uma grande mudança estiverem corretas. "&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem a intenção de gerar pânico? Que alívio! Porque se não fosse por esse aviso, eu diria o contrário. Agora, como nos preparamos para as previsões? Ah, claro:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Se for um meteoro, podemos implodi-lo no mais glamuroso estilo Armagedon, com direito a Aerosmith como soundtrack. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Se for a 3ª GM, podemos... lutar nela. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Caso a crise se transforme numa depressão a gente manda o JK aplainar tudo e reconstruir Brasília que fica tudo certo. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Se surgir uma nova ordem mundial a gente torce para que o Brasil seja 1º mundo nela. Se não for, formaremos o Exército dos 12 Macacos junto com o pessoal do PETA.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;E se for um planeta... bom, nesse caso abraçamos os familiares, filmamos tudo para colocar no YouTube e juntamos artefatos valiosos pra anunciar no e-Bay  em caso de sobrevivência. Tudo isso enquanto rezamos para que o Twitter não saia do ar, porque #fimdomundo será trending topic na certa!&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-7875038436938405720?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/7875038436938405720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=7875038436938405720&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/7875038436938405720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/7875038436938405720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/06/do-fim-do-mundo.html' title='A do Fim do Mundo'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_uc6Ih5xM8wo/SkbqwPA228I/AAAAAAAAADg/rXWYNdrRuFs/s72-c/big+bang.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-5753601430588889987</id><published>2009-06-26T13:17:00.010-03:00</published><updated>2009-06-26T23:40:18.930-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='infância'/><title type='text'>A do para bens e do coelho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_uc6Ih5xM8wo/SkUD1fqERAI/AAAAAAAAAC0/6FK5V75gMcs/s1600-h/balloon.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 172px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_uc6Ih5xM8wo/SkUD1fqERAI/AAAAAAAAAC0/6FK5V75gMcs/s200/balloon.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351687949765592066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Sempre me lembro de, quando era criança, ficar tentando entender a palavra "parabéns". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para mim, tava todo mundo falando errado. O certo mesmo era "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;para bem&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por que "para bem"? Simples: minha mãe sempre chamou meu pai de "bem". Se ela dá um presente pra ele falando "para bens" (e insistindo em errar esse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;S&lt;/span&gt; aí), tudo fica muito mais claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e quando todo mundo começa a se chamar de "bem" ao entregar um presente, não importando quem é o presenteado? Essa é a hora em que vem algum adulto chato e explica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nããão, o certo é "parabéns". Junto, com acento e no plural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim todas as fantasias de criança vão embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele não é o Papai Noel, é seu pai fantasiado.&lt;br /&gt;- Você acha mesmo que alguém consegue transformar dente em dinheiro?&lt;br /&gt;- Como um coelho pequenininho pode carregar um ovo grande desse jeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Sem falar do episódio do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;coelho do KFC&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;KFC já era um lugar mágico por excelência, porque ele tinha batatas smiles (ou "de carinha"). Se alguém fazia um aniversário no KFC, com certeza seria muito mais legal do que no McDonalds &lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;[vixi, é agora que eu sou demitida]&lt;/span&gt;. Mais legal ainda pq o Ronald era um palhaço, portanto me dava medo, mas no KFC eles tinham aquele coelhinho simpático que bricava com a criançada - e eu prefiro não pensar no fato de que o nome do restaurante era &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kentucky Fried &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://answers.yahoo.com/question/index?qid=20080410211216AAhnGJD"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Chicken&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o KFC tava falindo aqui no Brasil e deve ter economizado com o pessoal de RH, porque contrataram uma pobre coitada pra vestir a roupa de coelho e a mulher não tinha a menor habilidade pra andar e manter a cabeça em pé. Resultado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É uma farsa! Aquele coelho é falso! - gritou o menino gordinho no meio do salão de festas. Foi um coral de choros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-5753601430588889987?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/5753601430588889987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=5753601430588889987&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/5753601430588889987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/5753601430588889987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/06/do-para-bens-e-do-coelho.html' title='A do para bens e do coelho'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_uc6Ih5xM8wo/SkUD1fqERAI/AAAAAAAAAC0/6FK5V75gMcs/s72-c/balloon.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-7537937657350214341</id><published>2009-06-24T22:24:00.010-03:00</published><updated>2009-06-25T09:29:35.762-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ônibus'/><title type='text'>A do ônibus</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_uc6Ih5xM8wo/SkNpn0kUhRI/AAAAAAAAACs/rH8MU9A-Hsg/s1600-h/onibus_frota.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 150px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_uc6Ih5xM8wo/SkNpn0kUhRI/AAAAAAAAACs/rH8MU9A-Hsg/s200/onibus_frota.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351236915093079314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma manhã qualquer, eu lá esperando meu busão Sto. Amaro que passa sempre, pontualmente, às 7h10. Deu 7h15 e nada. 7h20, idem. 7h25 e o ponto lotado - nem sinal do maldito. 7h30 ele vem cambaleando, com aquele balançar de bêbado depois da vigézima pinga e... adivinhem só! Isso mesmo: cheio. Lotado. Vazando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente pendurada em tudo que era janela, aquele cheirinho agradável de trabalhadores da Zona Sul e uma baixinha salta na minha frente. [Ok, eu não sou a pessoa mais alta do mundo, mas ela batia no meu ombro, então eu posso chamá-la de baixinha sim.] Ela era daquelas atarracadinhas - 1,40 m e 70 kg - de coque preso com aquela presilha de laço preto breguííííssima e saião até o joelho. Pode reparar, todo ônibus lotado tem uma dessas. E eu fui a bola da vez. Quase literalmente, porque a mulher resolveu me chutar pra passar e entrar no ônibus antes de mim. Era aquelas horas em que você pensa: vai, tanto faz, já tô atrasada mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, além de empurrar, ela também resmungava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Preciso passar e não dá. Inferno. Demorou pra vir e agora vem assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, qualé! O Butantã-USP às 18h30h na esquina da Faria Lima com a Rebouças é cem, mil vezes pior! Eu acho engraçado como nessas horas as pessoas acham que vai adiantar alguma coisa ter pressa. Nem mosquito da dengue cabia ali naquele ônibus, quanto mais a Michelin versão evangélica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqui já deu, Seu Antônio! - berrou a cobradora lá do fundo. Fundo? Sim, quando você tá do lado daquele adesivo que diz "Não apóie nem suba no capô", com umas 50 pessoas na sua frente, a cobradora parece estar reeealmente no fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí parou de entrar gente. Pelo menos por aluguns pontos. Logo passou o Shopping Butantã, saíram uns 10, entraram uns 20 e assim foi seguindo. Eu consegui me arranjar em algum cantinho espremida, uma alma santa segurou gentilmente minha bolsa (que a essa altura já era quase uma sacola do Carrefour) e a mini Michelin se foi em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando sosseguei meus nervos, olhei pela janela e estava lá, brilhando de tão vazio. Sim, era outro Sto. Amaro, que tinha passado logo depois do que eu estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que eu fiquei à beira de um ataque mas, depois de todo o sufoco, o que mais eu podia fazer? Já estava perto do shopping Morumbi, logo os vendedores de lojas e operadores de telemarketing da Vivo, que fica logo em frente, iam descer em massa e o ônibus ficaria brilhante como o outro, livre pra chegar na Alexandre Dumas e ahazzar. Por isso, segui a máxima da nossa querida amiga Marta Suplicy, aproveitei que a alma santa estava descendo e me cedendo seu lugar e sentei por alguns pontos. Afinal, o dia só estava começando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-7537937657350214341?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/7537937657350214341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=7537937657350214341&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/7537937657350214341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/7537937657350214341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/06/do-onibus.html' title='A do ônibus'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_uc6Ih5xM8wo/SkNpn0kUhRI/AAAAAAAAACs/rH8MU9A-Hsg/s72-c/onibus_frota.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2547095403287821199.post-7870541041555692760</id><published>2009-06-24T14:14:00.004-03:00</published><updated>2009-06-25T09:29:10.913-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='linguística'/><title type='text'>O nome deste blog não foi proposital</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.collegeahuntsic.qc.ca/Pagesdept/Sc_Sociales/psy/introsite/images/saussure.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 171px; height: 196px;" src="http://www.collegeahuntsic.qc.ca/Pagesdept/Sc_Sociales/psy/introsite/images/saussure.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi falta de opção. É claro que a intenção era fazer alguma referência à palavra crônica, mas parece que outras pessoas já tiveram essa ideia. E, curiosamente (para a minha raiva), quem a teve não levou o blog para frente. Cansei de ver blogs com um post “Teste” e nada mais ou blogs que começaram e pararam em 2002 com títulos como “Vida de faculdade” (por que um sujeito faz um domínio “diacronia.blogspot” e coloca um título desses?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se é que isso interessa para alguém, o título do blog é também uma alusão ao linguista Ferdinand de Saussure - diachronie/synchronie. Não cabe aqui explicar a relação disso com línguas (e eu nem quero ter leitores dormentes logo no primeiro post), mas cabe mencionar que diacronismo tem a ver com passado e, portanto, não estou prometendo aqui um blog que fale sobre os mais atuais fatos – para isso, consulte um portal de notícias. A intenção aqui é escrever de maneira (bem/mal) humorada sobre fatos corriqueiros e praguejar contra coisas que você certamente irá se identificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, bem-vindo ao Dia-crônica, o blog que segue sua própria regra ortográfica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2547095403287821199-7870541041555692760?l=dia-cronica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dia-cronica.blogspot.com/feeds/7870541041555692760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2547095403287821199&amp;postID=7870541041555692760&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/7870541041555692760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2547095403287821199/posts/default/7870541041555692760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dia-cronica.blogspot.com/2009/06/o-nome-deste-blog-nao-foi-proposital.html' title='O nome deste blog não foi proposital'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05494596770607853871</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
